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Ecossistema de impacto avança, apesar de pouco investimento no setor

Políticas públicas adequadas e colaboração entre diferentes setores da sociedade potencializam negócios que chegam a faturar R$ 2,1 milhões

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Ana Luiza Prudente

Jornalista e diretora do Civi-co

O Brasil vive momento de avanço no cenário dos negócios de impacto. Segundo relatório do Observatório Sebrae Startups, o país conta com 408 empresas que buscam gerar lucro ao mesmo tempo em que enfrentam desafios sociais e ambientais, como combate à pobreza, preservação ambiental e acesso à educação e à saúde.

Para minha alegria, o crescimento deste mercado nos últimos anos tem sido expressivo. Em 2023, foram registradas 97 novas startups, 22 a mais do que no ano anterior. E o mais importante: 79% dessas iniciativas nasceram para gerar soluções capazes de resolver questões ambientais, que acabam sendo também sociais.

Podemos celebrar o fato de que o "lucro com propósito" vem atraindo cada vez mais atenção e recursos. De acordo com dados do último Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, iniciativa conjunta da Pipe Social e Quintessa, 15% dos negócios de impacto no Brasil já faturam, hoje, mais de R$ 2,1 milhões.

Negócios de impacto enfrentam desafios ambientais e sociais no Brasil - Renato Stockler/Folhapress

Em 2023, o número era de apenas 3%. Essas instituições não apenas contribuem para a solução de problemas globais urgentes, como também garantem a viabilidade de um futuro mais próspero e sustentável, desempenhando papel crucial no avanço dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

No Civi-co —hub de impacto socioambiental formado por negócios e organizações que criam soluções inovadoras e sustentáveis para gerar transformações positivas no mundo—, a Sitawi se destaca como pioneira no investimento de impacto.

No ano passado, a organização comemorou 15 anos de atuação com resultados expressivos, como o investimento de R$ 460 milhões em iniciativas de impacto socioambiental.

Por meio do blended finance —uso estratégico de financiamento de desenvolvimento e fundos filantrópicos para mobilizar fluxos de capital privado para mercados emergentes e fronteiriços—, a Sitawi potencializa o capital filantrópico e estimula investimentos alinhados aos ODS, unindo investimento com retorno e propósito.

Em 2023, mais um passo importante foi dado para incentivar o crescimento dos negócios de impacto no Brasil. O Comitê de Economia de Impacto, liderado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aprovou cinco diretrizes para negócios de impacto socioambiental.

Dentre eles, a ampliação da oferta de capital para a economia de impacto, com captação e movimentação de recursos provenientes de diferentes atores públicos e privados. O foco está em 11 temas de regulação necessários para destravar a economia de impacto no nosso país, como imunidade tributária de institutos e fundações, compras públicas, contratos de impacto social e fundos de investimentos.

Com o apoio de políticas públicas adequadas e a colaboração entre diferentes setores da sociedade, negócios de impacto continuarão contribuindo significativamente para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Eles ajudarão a promover inclusão social, proteção ambiental e prosperidade econômica pelos próximos anos.

Esta é a grande oportunidade de todo o investidor que deseja gerar retorno financeiro de forma responsável e ainda deixar seu impacto positivo na sociedade.

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