Saiba o que vai acontecer no 50 Best, maior premiação da gastronomia, nesta segunda (18)

Prêmio tem ator hollywoodiano, novas categorias e, segundo as apostas, deve eleger de novo um dinamarquês o número 1

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Rafael Tonon
Londres

Depois de uma troca de última hora, que fez com que a organização deixasse de lado o plano de ter Moscou como sede para sua gala de 2022 (após os ataques à Ucrânia), o 50 Best, maior premiação da gastronomia, acontece nesta segunda (18) em Londres, em cerimônia que tem início às 20h30 horário local (16h30 horário de Brasília).

Celebrando 20 anos desde a publicação de sua primeira lista, que elegeu o mítico El Bulli como melhor restaurante do mundo pela primeira vez, este ano a cerimônia ganha mais pompa —e busca renovar sua influência.

O chef dinamarquês Rasmus Kofoed (esq.) no seu restaurante Geranium, em Copenhaguen; casa tem boas chances de ser eleita a melhor do mundo no 50 Best 2022 - 24.fev.2016-REUTERS/Keld Navntoft/Scanpix Denmark

A começar pela apresentação: o ator hollywoodiano Stanley Tucci, conhecido por papéis em filmes como "O Diabo Veste Prada", será o mestre de cerimônias da noite. ​

É a primeira vez que a gala é apresentada por uma celebridade —Tucci ficou conhecido por uma imersão na gastronomia com uma série e um livro sobre a comida italiana no ano passado.

O 50 Best também promete novidades, já que todos os anos a organização tenta lançar novas categorias para se renovar. Entre outras, deve ser apresentada a de restaurante mais sustentável do mundo.

No quesito melhor restaurante, as apostas são de que a Dinamarca siga no topo do pódio —o Geranium tem grandes chances de ser eleito o melhor restaurante do mundo nesta noite.

Com três estrelas Michelin e uma cozinha de execução perfeita e com base em produtos escandinavos, a casa é comandada pelo chef Rasmus Kofoed e tinha ficado em segundo lugar na lista do ano passado.

O menu degustação do Geranium custa cerca de R$ 2.300 reais (sem bebidas alcoólicas). Uma de suas peculiaridades é a vista para o estádio oficial do time de futebol da Dinamarca.

Os brasileiros Maní, Lasai, Evvai e D.O.M. foram divulgados na semana passada como parte de uma lista expandida que é feita pela organização dos 50 Best, entre as posições 51-100. O mais próximo que o Brasil já ficou do primeiro lugar foi em 2017, quando o D.O.M., de Alex Atala, alcançou o quarto lugar.

Celebrando 20 anos desde sua primeira edição, em 2001, o 50 Best chega à vida adulta como a premiação que ajudou a mudar o panorama da gastronomia mundial, ao permitir que os jurados pudessem votar em qualquer restaurante que quisessem.

Os votantes escolhem dez estabelecimentos em ordem de preferência que tenham visitado pelo mundo. A única exigência é que pelo menos três deles sejam de fora da área/continente que está representando e que eles confirmem as datas que estiveram nos restaurantes.

Esta última regra, aliás, foi incorporada mais recentemente, desde que a lista passou a ser criticada por muitos pela possibilidade de viés e de interesse entre os votantes e os chefs e seus restaurantes.

Outra regra recém adotada é que aqueles que alcançam o topo da lista são automaticamente transferidos para a categoria Best of The Best, e por isso não podem mais concorrer ao primeiro lugar.

Controversa, a premiação segue como a mais discutida no setor, defendida por muitos como o "Oscar da gastronomia" pela sua influência e alcance entre cozinheiros e personalidades, além de propagar uma imagem glamourizada dos restaurantes.

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Tópicos relacionados

Leia tudo sobre o tema e siga:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.