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08/01/2012 - 08h34

Uma em cada três árvores dos Jardins (SP) tem pragas

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VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO

Fungos, cupins e brocas infestam 36% das árvores dos Jardins. Essas pragas estão relacionadas ao aumento de risco de queda de árvores, problema recorrente na região na época das chuvas.

O levantamento foi feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a pedido da AME Jardins (associação dos moradores do bairro) e Eletropaulo. Foram analisadas 2.200 árvores nos Jardins Europa, Paulistano e Paulista, na zona oeste da cidade.

Oito árvores estão mortas e 33 têm risco de queda iminente e serão removidas.

Segundo Sérgio Brazolin, técnico do IPT, ainda não é possível calcular exatamente quantas árvores têm risco de queda, mas, "considerando a ocorrência de cupins e fungos, deve ficar em torno de 18%, ou um pouco menos". A porcentagem foi encontrada em outro estudo conduzido por Brazolin em bairros das zonas oeste e sul.

Cupins nem sempre são problema para as árvores, diz Brazolin, mas ocorrem mais em exemplares atingidos por fungos que apodrecem a madeira e deixam a árvore propensa a quedas.

O estudo está na primeira fase, de análise visual. Até março, o risco de queda será avaliado com precisão, com uso de aparelhos sofisticados, como o penetrômetro, que tem uma fina haste de metal ligada a um computador. A velocidade com que a cânula desliza ao ser introduzida no troco permite dizer se a madeira está podre.

Adriano Vizoni/Folhapress
Árvores na rua Atlântica, nos Jardins, em São Paulo. Bairro está infestado por pragas em suas árvores
Árvores na rua Atlântica, nos Jardins, em São Paulo. Bairro está infestado por pragas em suas árvores

QUEDAS FREQUENTES

"[Queda] é um problema recorrente", diz João Maradei, diretor-executivo da AME Jardins. "Nesta semana, já caiu árvore na rua Bélgica."

Segundo Maradei, as quedas causam muitos problemas de trânsito. Além disso, provocam falta energia, o que traz risco de morte para pessoas que dependem de aparelhos para sobreviver.

Em 2010, a queda de uma árvore causou a morte de um atleta, atingido enquanto corria na avenida Brasil.

A relação entre árvores e queda de energia motivou a Eletropaulo a aceitar o convite para a financiar o estudo, que custou R$ 500 mil.

Por isso, a prioridade foi a análise de árvores altas e com galhos entremeados aos fios elétricos, que costumam ser mais velhas e mais doentes.

A pesquisa observou outros fatores que afetam a saúde das árvores. Canteiros pequenos comprometem 53% delas. Interferências, como fios elétricos e pregos, prejudicam 15%. Em 35%, as calçadas estão levantadas, o que é comum quando a árvore começa a pender para um lado.

Ao final do estudo, a prefeitura receberá recomendações sobre podas, remoções e tratamentos necessários.

 

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