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11/02/2012 - 08h15

Preso por greve no Rio, bombeiro Daciolo recebe visita da mulher

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DO RIO

A mulher do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira (8), visitou o marido pela primeira vez na tarde de ontem. Segundo ela, o bombeiro está muito debilitado e passa 22h por dia trancado sozinho em uma cela de 2m².

Daciolo está no presídio de segurança máxima de Bangu 1, na zona oeste do Rio. Ele é apontado como responsável por incitar a greve no Rio e em outros Estados.

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"É constrangedor vê-lo preso em um presídio de segurança máxima como se fosse um bandido" disse Cristiane, que teve direito a uma visita assistida de 15 minutos.

"Ele está muito entristecido, pedia das crianças, preferi nem falar da greve e focar na família".

Os advogados de Daciolo pedem à Justiça que o cabo seja transferido de Bangu para o quartel dos bombeiros.

DETIDOS

Ontem à noite, a Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu mais um policial do movimento grevista no Estado. Com isso, sobe para 17 o número de detidos.

O coronel da reserva Adalberto de Souza Rabello se entregou no começo da noite. Ele é considerado um dos líderes do movimento.

Dentre os presos, dez foram detidos por liderar a greve. Desses, oito estão no presídio de Bangu 1. Ainda não há definição de onde ficará presa a única mulher do grupo.

Os outros sete PMs estão presos administrativamente por protestar e se recusar a patrulhar as ruas. Desses, seis são do 28º Batalhão, de Volta Redonda, e um é do 6º Batalhão, da Tijuca.

Inicialmente havia sido informado que 59 pessoas estavam detidas. As informações foram corrigidas pelo porta-voz da corporação, Frederico Caldas.

Silvia Izquierdo/Associated Press
Batalhão de Choque fazem patrulhamento no Rio durante greve das polícias Civil, Militar e dos bombeiros
Batalhão de Choque fazem patrulhamento no Rio durante greve das polícias Civil, Militar e dos bombeiros

Além dos policiais presos, 129 PMs foram indiciados por se recusar a fazer patrulhas ou deixar o batalhão. Vinte e oito deles são do batalhão de Volta Redonda. Para reforçar a segurança na região, a polícia enviou uma equipe da tropa de choque e policiais recém-formados.

O comando da PM do Rio resolveu jogar duro com os policiais que resolveram aderir ao movimento. Um boletim interno da corporação divulgado na sexta-feira (10) traz novas normas para levar o policial grevista de forma mais rápida ao Conselho de Disciplina --e a uma consequente expulsão da PM.

Na manhã de sexta-feira (10), delegacias de Volta Redonda e de Barra do Piraí ficaram fechadas, mas voltaram a funcionar por volta das 11h. As patrulhas que resolvem aderir à greve estão decidindo não ir às ruas ou então, saem e se reúnem em um ponto específico.

Os batalhões da região sul do Estado também aderiram ao movimento. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram enviados à região para garantir a segurança nas cidades. Outra equipe do Batalhão de Choque foi enviada a Campos, no norte fluminense.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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