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06/02/2013 - 00h02

Alzira Stocco de Camargo Neves (1918-2013) - Professora que criou um colégio em Santo André

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ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

Ser professora era sonho que Alzira Stocco carregava desde menina. Mas, de família numerosa e vivendo em cidades do interior de SP onde não havia oportunidades de estudo, não conseguiu levar adiante suas aspirações. Até que o pai ganhou na loteria.

Veio então a São Paulo, para fazer escola normal. Aos 20 e poucos, usava uniforme de adolescente e convivia com meninas muito mais novas. Estava dez anos atrasada.

Após se formar, foi dar aulas em escolas públicas. E decidiu ela mesma preparar a filha Sandra e algumas colegas da menina para a prova de admissão do antigo ginásio.

Na garagem de casa, em Santo André, na companhia da irmã Nena, começou a dar aulas para as garotas, que acabaram aprovadas --e bem colocadas. Percebeu ali que poderia abrir uma escola.

Em 1954, na esquina das ruas Catequese com Padre Anchieta, inaugurou o Colégio Stocco, que tem uma unidade até hoje no mesmo local.

Era uma professora afetuosa e ao mesmo tempo severa, de puxar (literalmente) a orelha da garotada. Ex-alunos até brincaram com ela num encontro: formaram uma fila para que Alzira voltasse a puxar-lhes as orelhas.

Roberto Belmonte Júnior, atual diretor do colégio, lembra que antigamente práticas como essa eram aceitáveis pelos pais, que confiavam nela.

Só parou de ir diariamente à escola há cinco anos. Hoje, o Stocco tem cerca de 700 estudantes, muitos dos quais filhos ou netos de ex-alunos.

Viúva, morreu na quarta (30), aos 94, devido a problemas renais. Deixa dois filhos, três netos e quatro bisnetos (três deles alunos do colégio).

coluna.obituario@uol.com.br

 

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