Faculdades controlam acessos para evitar crimes
Após cercar suas áreas, terceirizar a vigilância e investir em câmeras, universidades públicas em todo o país estão criando regras para controlar o acesso a seus espaços.
Acesso de veículos também sofre restrições em universidades públicas
Segundo as instituições, as medidas tentam evitar furtos, roubos, sequestros-relâmpago e depredações nos campi. Não há levantamento do número de casos já registrados.
No campus da UFMG, em Belo Horizonte, os portões se fecham aos sábados e domingos para quem não pertence à comunidade acadêmica. Para entrar nos prédios é preciso estar numa lista de pessoas autorizadas.
"Uma vez, esqueci de enviar a documentação para um projeto, que ficou na minha sala. Fui lá no domingo, implorei para entrar, mas, como meu nome não estava na lista, não deixaram", conta a bióloga Glória Susana de Souza, 33, que fazia pós-doutorado. Apesar da situação, ela diz aprovar a medida.
"[O controle de acesso] Tem sido analisado com maior ênfase nos últimos anos. Não a ponto de ter uma política nacional, mas passou a ser uma preocupação que não existia dez anos atrás", diz Gustavo Balduino, secretário-executivo da Andifes, que reúne reitores de instituições federais.
Segundo ele, cada universidade tem autonomia para adotar as medidas que quiser.
Em São Paulo, a USP vai instalar a partir deste ano seis cancelas nas entradas de pedestres para forçar a identificação dos visitantes em horários restritos.
"É um tremendo espaço que fica cercado no final de semana sem a população ter acesso. Antes, funcionava como um parque", diz o ex-secretário do Andes (sindicato nacional dos docentes) e professor da Faculdade de Educação da USP César Minto.
| Pierre Duarte - 19.mai.2011/Folhapress | ||
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| Alunos homenageiam o colega Felipe de Paiva, morto na USP; universidade vai colocar cancelas na entrada |
"SHOPPING"
No ano passado, um aluno morreu a tiros numa tentativa de roubo na FEA (Faculdade de Economia e Administração). A faculdade vai pôr catracas em seu prédio -proposta aprovada por docentes e servidores em plebiscito, mas rejeitada pelos alunos.
"A FEA parece um shopping center. Entra todo mundo, sai todo mundo. É bacana, mas vira e mexe acontecem roubos", diz o diretor, Reinaldo Guerreiro.
A Unesp distribuiu a estudantes de três campi carteirinhas com chip para controlar a entrada. Uma parceria com o Santander permitiu que um cartão de débito viesse acoplado, o que gerou críticas. A reitoria disse que não recebeu as queixas.
A UFMS (federal do Mato Grosso do Sul) construiu guaritas e prevê a instalação de catracas. Na Uemg (estadual de Minas), em Belo Horizonte, a portaria terá catracas.
| Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress | ||
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