DE SÃO PAULO

O Zoológico de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, foi fechado nesta quarta-feira (24) após exames confirmarem a contaminação de um macaco sagui por febre amarela. A medida acontece apenas um dia depois do fechamento do zoológico e do Jardim Botânico da capital paulista.

Segundo a Prefeitura de Guarulhos, a medida é preventiva e será acompanhada de ações como o controle de vetores no entorno do zoológico, orientação à população quanto às medidas preventivas e vacinação dos moradores nas áreas próximas.

Febre Amarela

Para isso, a cidade vai solicitar mais doses da vacina contra febre amarela ao governo do Estado, para imunizar em torno de 25 mil habitantes da região.

Atualmente, 30 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) aplicam a dose em Guarulhos: Palmira, Continental, Vila Rio, Morros, Santa Lídia, Seródio, Haroldo Veloso, Carmela, Lavras, Soberana, Ponte Alta, Santa Paula, Álamo, Aracília, Piratininga, Cambará, Cabuçu, Recreio São Jorge, Novo Recreio, Belvedere, Primavera, Acácio, Bananal, Santos Dumont, Fortaleza, Água Azul e Bambi, além das UBSs Munhoz, Cavadas e Ponte Grande.

A prefeitura afirmou que o sagui contaminado não foi morto pela doença, mas sim em uma briga entre os primatas zoológico. Exames, no entanto, confirmaram posteriormente a presença do vírus de febre amarela. A confirmação saiu nesta terça-feira (23).

"O sagui é um macaco resistente ao vírus da febre amarela e pode conviver com a doença por muito tempo sem que ela se manifeste. Em Guarulhos, ele convivia com diversos macacos bugios e nenhum outro foi infectado, o que sugere não haver a transmissão da doença dentro do zoológico", afirmou em nota.

CAPITAL PAULISTA

Em São Paulo, foi a morte de um macaco bugio por febre amarela que levou ao fechamento do Parque Estadual Fontes do Ipiranga (na zona sul), e os órgãos que ficam dentro dele –o Zoológico de São Paulo, o Jardim Botânico e o Cientec (Parque de Ciência e Tecnologia da USP).

Por isso, mais quatro distritos da região foram incluídos na campanha emergencial de vacinação, que começará nesta quinta (25) no Estado: Jabaquara, Cidade Ademar, Cursino e Sacomã.

Embora uma parte da zona sul já estivesse no mapa de alerta (Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luís, Pedreira, Socorro e Vila Andrade), a ampliação da área pegou moradores de surpresa e levou mais gente a postos de saúde atrás da vacina.

Os espaços interditados serão reabertos dez dias após a vacinação completa nos bairros. O zoológico, portanto, deve seguir fechado até março.

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CAMPANHA EMERGENCIAL

Desde o início de 2017, o Estado já registrou 81 casos da doença, com 36 mortes. Nenhum caso foi contraído na capital paulista. As cidades campeãs são Mairiporã (41 casos e 14 mortes), Atibaia (9 casos e 8 mortes) e Amparo (5 casos e 3 mortes).

O Estado de São Paulo vai receber 6,3 milhões de doses fracionadas e 2 milhões da padrão por conta da campanha emergencial que será iniciada na quinta-feira.

No último dia 16, a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu todo o Estado no mapa de risco de febre amarela e recomendou a vacinação de viajantes internacionais com destino a qualquer município paulista, seja em área urbana ou de mata.

Além de São Paulo, o Estado do Rio de Janeiro também antecipou para esta quinta a campanha emergencial de vacinação contra a febre amarela. O Estado deverá imunizar 7,7 milhões de pessoas com as doses fracionadas e outras 2,4 milhões com a padrão, em 15 municípios. Apenas a Bahia manterá a campanha entre 19 de fevereiro e 9 de março em oito cidades, incluindo Salvador.

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