Comandante diz que intervenção exigirá 'sacrifícios' e pede decreto complementar

Em documento, general Eduardo Villas Boas pediu mais detalhes sobre a decisão

Luis Kawaguti
São Paulo | UOL
General Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro
General Eduardo Villas Boas, comandante do Exército brasileiro - Alan Marques/Folhapress

Em um comunicado destinado a todas as unidades militares do país, o comandante do Exército, general Eduardo Villas  Boas, determinou que todos os esforços do Exército convirjam para a concretização da intervenção federal no Rio de Janeiro. Ele disse também que a solução da crise exigirá sacrifícios.

O documento diz que Villas  Boas "em face da gravidade da crise, entende que a solução exigirá comprometimento, sinergia e sacrifício dos poderes constitucionais, das instituições e, eventualmente, da população."

O comandante afirma ainda que analisou os impactos sobre o Exército da decisão da Presidência de nomear o general Walter Souza Braga Netto como interventor na área de segurança do Rio de janeiro. Ele determinou que todos os esforços da entidade sejam direcionados para ajudar o general a cumprir a missão.

Braga Netto é Comandante Militar do Leste, o mais alto posto do Exército no Rio.

O comunicado também diz que Villas Boas pediu à Presidência que alguns pontos do processo de intervenção sejam detalhados e regulamentados em um decreto complementar.

Nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer assinou um decreto determinando que as forças de segurança do Rio passem a ser comandadas pelo general Braga Neto com o objetivo de resolver a crise de violência que assola o Estado.

É a primeira vez que a medida é adotada desde o estabelecimento da Constituição de 1988.

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