Descrição de chapéu Rio de Janeiro

Câmeras de segurança mostram possível perseguição a Marielle

Imagens mostram carros prateados logo atrás do veículo da vereadora

Carros na cor prata seguem veículo onde estaria a vereadora Marielle Franco
Imagens de câmeras de segurança mostram possível perseguição ao carro onde estava Marielle Franco - TV Globo/Reprodução
São Paulo | UOL

Imagens de câmeras de segurança do Rio de Janeiro mostram que dois carros seguiram o veículo onde estava a vereadora Marielle Franco (PSOL), morta com seu motorista Anderson Gomes na última quarta-feira (14).

Os registros foram obtidos e exibidos pela TV Globo. Outras imagens de câmeras mostram a vereadora momentos antes do ataque, entrando em um carro após a participação de Marielle em um evento na Lapa, região central do Rio de Janeiro.

Estas imagens mostram que assim que o carro em que Marielle partiu, um veículo que estava estacionado logo atrás começou a sair da vaga. Antes, ele ainda deu seta e deixou outro carro passar.

Câmera de segurança registra momento em que veículo que estava estacionado atrás do carro de Marielle Franco começa a segui-la
Câmera de segurança registra momento em que veículo que estava estacionado atrás do carro de Marielle Franco começa a segui-la - TV Globo

O carro de Marielle circulou por cerca de quatro quilômetros até o momento do atentado, no Estácio, também região central. Marielle foi atingida por quatro tiros na cabeça.

CRIME

A Polícia identificou dois carros envolvidos no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL). A placa de um dos veículos é adulterada. 

Os policiais já avançaram na dinâmica do crime. De acordo com os investigadores, o carro de Marielle foi seguido pelos dois veículos desde a saída da socióloga da Casa das Pretas, na rua dos Inválidos, na Lapa, centro do Rio. 

O local foi o último em que a vereadora passou antes de ser morta com quatro tiros na cabeça na noite de quarta-feira (14). Ela participava de um debate.

De dois a três veículos, segundo os investigadores, participaram do crime. Os dois primeiros que trocaram sinais de farol e talvez um terceiro que emparelhou com o carro da vereadora no momento do assassinato. A polícia, porém, desconfia que um dos primeiros carros a segui-la possa ser o que emparelhou depois, mas essa confirmação depende ainda de novas análises de câmeras de rua. 

Segundo imagens de câmeras de segurança da região da Lapa, dois homens ficaram mais de duas horas no carro aguardando a saída socióloga da Casa das Pretas, na rua dos Inválidos. O veículo dos suspeitos estava estacionado atrás do usado pela vereadora.

No período em que Marielle participava do debate, os suspeitos foram vistos falando ao celular. A polícia tenta identificar os interlocutores da dupla nas conversas telefônicas e dados das operadoras estão sendo coletados.

Nas cenas flagradas por câmeras na Lapa é possível ver que os carros chegaram a trocar sinais de farol logo após a saída do veículo da socióloga de lá.

Após o carro de Marielle sair da rua dos Inválidos, as câmeras registraram os dois carros deixando também o local. 

A polícia tenta identificar os interlocutores da dupla nas conversas telefônicas, e dados das operadoras estão sendo coletados. A polícia trabalha agora com a hipótese de que mais de um carro participou da ação que terminou com a morte da vereadora.

Minutos mais tarde, Marielle e o motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos no Estácio, zona norte do Rio. A assessora da vereadora sobreviveu. Nada foi roubado.

A vereadora foi morta quando um carro emparelhou com o seu e disparou 13 tiros.

O percurso da Casa das Pretas até o local do crime foi de cerca de 4 km. Nesta sexta, os policiais voltaram a fazer o trajeto.

Marielle estava em um carro de vidro escuro, no banco de trás, do lado direito do veículo, onde se concentraram a maior parte dos disparos. 

Por causa da dinâmica usada pelos criminosos na morte de Marielle, a principal hipótese dos investigadores é de crime premeditado.

Desde o mês passado, a Segurança Pública do Rio está sob o comando do Exército. No mês passado, a vereadora foi nomeada relatora da comissão que acompanhará a intervenção federal na Câmara Municipal. Marielle era contra a ação do governo federal. No dia 10, ela publicou um texto em suas redes sociais denunciando abusos do 41º batalhão da PM contra moradores da favela de Acari.

Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marielle obteve 46.502 votos na última eleição.

Assaltos são frequentes na região em que Marielle foi morta. O vereador Renato Cinco (PSOL) foi roubado na madrugada de quinta (15). Ao voltar para casa após um ato em homenagem à companheira de partido. Renato teve o carro cercado por ladrões na esquina das ruas Joaquim Palhares e João Paulo 1º, no Estácio.

A esquina fica a cerca de 400 metros de distância do local do assassinato da vereadora. Na ação, a chave do carro quebrou e os ladrões levaram apenas celulares e objetos pessoais. O roubo aconteceu cinco horas depois da morte de Marielle.

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