Descrição de chapéu Rio de Janeiro

PM morre após ser baleado na cabeça enquanto fazia patrulhamento no Rio

Cabo é 30º policial morto este ano e estava acompanhado de colega, que foi ferido por estilhaços

Sérgio Rangel
Rio de Janeiro

O cabo Raphael de Oliveira Monteiro, 30, foi morto na noite desta sexta (30), em Costa Barros, zona norte do Rio.

O policial militar foi baleado quando fazia patrulhamento na avenida Martin Luther King próximo do Morro da Pedreira.

Monteiro e um outro militar entraram em confronto com dois homens, que deixavam a comunidade numa moto.

Os policiais foram levados para atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) local e, posteriormente, para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste carioca.

Oliveira, que era lotado no 41º BPM (Irajá), não resistiu aos ferimentos e morreu depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória. A PM lamentou a morte dele por meio de sua conta no Twitter. Só neste ano ao menos 30 policiais militares foram assassinados no Rio.

O colega dele recebeu curativos e foi liberado ainda na sexta-feira.

O cabo foi o segundo policial assassinado em menos de 24 horas no Rio. Na noite de quinta, o secretário municipal de Defesa Civil e Ordem Urbana de Belford Roxo (cidade da Baixada Fluminense), Marcos Wander Silva de Oliveira, policial militar aposentado, foi atacado a tiros durante uma tentativa de assalto.

Uma das hipóteses consideradas pela Polícia Civil é que Marcos Wander tenha sido morto após ser reconhecido pelos criminosos como um PM reformado.

O cabo Raphael de Oliveira Monteiro foi assassinado com um tiro na cabeça
O cabo Raphael de Oliveira Monteiro foi assassinado com um tiro na cabeça - Reprodução/PMERJ

POLICIAL FERIDA

Na manhã deste sábado (31), uma policial foi esfaqueada ao impedir um assalto numa estação de BRT (uma espécie de corredor de ônibus).

Ela recebeu golpes no braço e no pescoço e teve levada sua mochila, que guardava a farda e o celular. O crime aconteceu por volta das 5h30 em Vaz Lobo, também na zona norte.

Na semana passada, a PM evitou um assalto na estação pelos mesmos criminosos. Integrante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Cruzeiro, ela já recebeu alta do Hospital Getúlio Vargas.

PATRULHAMENTO

O reforço no patrulhamento com tropas das Forças Armadas foi anunciado pelo Comando Conjunto da intervenção federal na última segunda-feira (26) e começou a funcionar um dia depois. A ação abrange áreas consideradas estratégicas das zonas sul, norte e central da cidade. O trabalho é realizado de forma integrada com a Polícia Militar e com a Guarda Municipal.

Militares ligados ao GIF (Gabinete de Intervenção Federal) afirmam que o objetivo é ajudar a aumentar a sensação de segurança na cidade. Eles dizem acreditar que a presença ostensiva nas ruas seria uma forma de dissuadir criminosos de cometer certos tipos de crime e incentivar a população a fazer denúncias.

O patrulhamento é realizado por ao menos seis equipes compostas por nove militares cada, sendo um sargento e oito soldados. As unidades não possuem uma base fixa, isto é, estão sempre se movimentando pelo terreno patrulhado.

"E, como vocês podem perceber, o patrulhamento é dinâmico e mesclado. Com deslocamento das viaturas e também pausas estáticas em determinados pontos a critério dos comandantes de batalhão", afirmou o porta-voz do CML (Comando Militar do Leste) e do Comando Conjunto, coronel Carlos Frederico Cinelli, na sexta-feira (30).

UOL
Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.