Padrasto de menino achado morto em freezer em 2015 é preso com cocaína em SP

Tanzaniano Mzee Shabani havia sido preso acusado de envolvimento no assassinato e estava em liberdade provisória

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Mzee Shabani, padrasto do menino Ezra, na lista de procurados da Interpol
Mzee Shabani, padrasto do menino Ezra, na lista de procurados da Interpol - Reprodução
 
São Paulo

​​O tanzaniano Mzee Shabani, padrasto do menino Ezra Lian, encontrado morto em um freezer em setembro de 2015,  foi preso na madrugada deste sábado (21) no largo do Arouche (centro de São Paulo) com 60 porções de cocaína. 

​Ele já havia sido preso acusado de envolvimento no assassinato do enteado, de sete anos. O corpo da criança foi encontrado dentro de um freezer no apartamento da família no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.

Desde setembro do ano passado, Shabani estava em liberdade provisória, acusado de ocultação de cadáver. A mãe do menino, a sul-africana Lee Ann Finck, confessou que matou o filho.

Imagens divulgadas pela polícia na época mostravam o menino entrando e saindo do prédio em que morava com a família. As mesmas câmeras mostraram, alguns dias depois, o freezer sendo carregado pelos corredores. 

Dias depois de o corpo ser encontrado no apartamento em que o garoto morava com a mãe, o padrasto e duas irmãs, o casal e as duas filhas deixaram o Brasil. Shabani e Finck foram localizados na Tanzânia por meio de levantamentos de inteligência realizados pela Polícia Civil de São Paulo e pela Polícia Federal.

Em novembro de 2015, os dois foram presos na região costeira do país africano e, em fevereiro do ano seguinte, extraditados para o Brasil. 

O padrasto foi preso à 1h deste sábado pela Polícia Militar por porte de drogas sem autorização. Estava com outros dois homens, que também foram detidos.

O caso foi encaminhado para o 2º Distrito Policial do Bom Retiro.

Após audiência de custódia, a Justiça decidiu mantê-lo em prisão preventiva.

 
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