Processo de cassação contra Fraga por ofensas a Marielle é instaurado

Deputado pelo DEM divulgou notícias falsas sobre a vereadora assassinada

Angela Boldrini
Brasília

O Conselho de Ética da Câmara instaurou nesta terça-feira (3) processo de cassação do presidente da "bancada da bala", Alberto Fraga (DEM-DF). 

A cassação do parlamentar foi pedida pelo PSOL, após Fraga atacar, com informações falsas, a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março no Rio de Janeiro.

No dia 16 de março, dois dias após a morte da política e ativista a tiros, Fraga publicou no Twitter: “Conheçam o novo mito da esquerda, Marielle Franco. Engravidou aos 16 anos, ex-esposa do Marcinho VP, usuária de maconha, defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho, exonerou recentemente 6 funcionários, mas quem a matou, foi a PM." As informações da publicação não são verdadeiras. 

Na representação por quebra de decoro parlamentar, o PSOL afirma que "a calúnia, em si, já é um crime lamentável", mas que "quando acontece, todavia, após a morte, é conduta ainda mais reprovável, por ser absolutamente covarde, ao não permitir ao outro aplicar meios de defesa".

Ainda não foi decidido relator para o caso. Uma lista tríplice foi montada nesta terça, incluindo os deputados Adilton Sachetti (PRB-MT), Benjamin Maranhão (SD-PB) e Flavinho (PSB-SP). 

RELATORIAS

Na mesma sessão do Conselho de Ética foram decididos os relatores dos processos que pedem a cassação dos deputados Erika Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP).

O PR representou contra a petista e Ivan Valente por injúria e difamação do presidente da República, Michel Temer. Os relatores escolhidos foram Adilton Sachetti (PRB-MT) e Pompeo de Mattos (PDT-RS). 

O relator do processo contra Jean Wyllys será o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). Ele é acusado de apologia às drogas também pelo PR. 

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