Descrição de chapéu greve dos caminhoneiros

Número de aeroportos sem combustível volta a aumentar e já chega a 13

Cumbica e Congonhas continuam a operar normalmente nesta sexta-feira

Avião se aproxima para pousar no aeroporto de Brasilia, enquanto uma fila de carros tenta abastecer no posto de gasolina próximo à pista de pouso
Avião se aproxima para pousar no aeroporto de Brasilia, enquanto uma fila de carros tenta abastecer no posto de gasolina próximo à pista de pouso - Pedro Ladeira/ Folhapress
São Paulo

O número de aeroportos sem combustível no país, por conta da paralisação dos caminhoneiros, voltou a crescer no final da noite desta sexta-feira (25), chegando a, ao menos, 13. Na capital paulista, no entanto, os principais terminais operam normalmente. 

O aeroporto de Brasília, administrado pela Inframerica, já está com as reservas se esgotadas desde as 8h e não tem previsão de quando voltará a receber combustível. Segundo a concessionária, apenas dez caminhões fizeram o abastecimento desde terça (22), sendo que a média diária é de 20 caminhões.

Outros 12 aeroportos sob a administração da Infraero também estavam sem querosene no final da noite. São eles: de Carajás (PA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Juazeriro do Norte (CE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Joinville (SC), Vitória (ES), Ilhéus (BA), Aracaju (SE) e Palmas (TO). 

No meio da tarde, alguns aeroportos da Infraero chegaram a receber combustível, mas o problema voltou a afetar vários deles durante a noite. Os terminais continuam operando, mas apenas aeronaves com combustível suficiente para decolar depois estão podendo pousar neles. 

Os principais aeroportos de São Paulo continuam com operações normais. O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), afirmou que seu abastecimento acontece também por dutos, o que deve impedir impactos. Já Congonhas (zona sul) disse que pode ter problemas caso a situação persista, mas não informou o quanto ainda pode durar suas reservas. 

As principais companhias aéreas acumulam voos cancelados devido à falta de combustível. A Latam informou no início da noite que acumulava, ao menos, 46 cancelamentos, a Azul tinha 36, a Avianca tinha 26, e a Gol, ao menos, dois. 

CAMINHONEIROS

O presidente Michel Temer publicaráesta sexta um decreto que autoriza agentes do Exército, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e Polícia Militar a desobstruir rodovias, inclusive entrando nos caminhões para retirá-los até mesmo dos acostamentos.

De acordo com assessores do governo, a prioridade é desobstruir o acesso de combustível a duas termelétricas no Norte do país e seis aeroportos, entre os quais Confins, Brasília, Porto Alegre, Congonhas e Recife. O presidente informou os governadores da decisão para que eles acionem suas polícias militares.

Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas (PSDB) decretou situação de emergência devido à paralisação de caminhões. A medida permite à prefeitura fazer compras sem licitação, requisitar ou apreender bens privados, como combustível estocado em postos, e realizar gastos sem depender do empenho orçamentário.

A preocupação é que a crise de abastecimento possa provocar um colapso na cidade a partir de segunda-feira, como no transporte de ônibus, coleta de lixo, serviços de saúde e entrega de merenda nas escolas.

Para economizar combustível, a gestão deve suspender serviços administrativos não essenciais. Covas pode ainda decretar feriado municipal caso o desabastecimento continue. O rodízio municipal de veículos, por exemplo, foi suspenso na cidade quinta (24) e sexta-feira (25).

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