Alimentar pombo em ruas e praças de SP renderá multa de R$ 200

Meta é reduzir população dos animais que são apontados por espalhar doenças

Pombos no parque da Aclimação, em SP
Pombos no parque da Aclimação, em SP - Apu Gomes/Folhapress
Dhiego Maia
São Paulo

Encher a mão de alpiste para atrair e alimentar pombos em ruas, praças e calçadas poderá resultar em multa na cidade de São Paulo.

Uma lei sancionada e publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (7) pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) proíbe a população de manter esse contato com os bichos. Quem for flagrado receberá primeiro uma advertência e, se insistir, será multado em R$ 200 —valor que poderá dobrar em caso de reincidência.

Apesar de já estar em vigor, a lei só será posta em prática nos próximos 90 dias, prazo em que a gestão Covas terá para regulamentar as regras, como quais serão os servidores responsáveis pela fiscalização.

O texto veda alimentar e manter abrigo para pombos. Também fica proibida a venda de alimentos específicos para eles em espaços públicos.

A lei foi originalmente proposta pelo vereador Gilberto Natalini (PV) e aprovada na Câmara Municipal. Segundo ele, que é médico, os bichos podem transmitir cerca de 70 doenças aos seres humanos, incluindo a toxoplasmose.

O risco do contato com os pombos urbanos, diz, está nas fezes contaminadas do animal. “É uma brincadeira muito arriscada que pode levar as pessoas a serem contaminadas por doenças gravíssimas”, afirma Natalini.

Para ele, a lei atua numa frente única: reduzir a população de pombos na metrópole. “Estudos mostram que um pombo alimentado dá cinco vezes mais ninhada por ano do que um não alimentado.

”A nova lei também determina que proprietários de imóveis com infestação dos animais providenciem “redes e outros obstáculos para dificultar o pouso e a nidificação (construção de ninhos)”.

Sem abrigo e comida, as revoadas dos pássaros tão presentes no cotidiano da cidade serão cada vez mais raras. “Quem vai ganhar será a saúde pública”, defende Natalini.

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