Bruno Covas é vaiado em fala de abertura da Parada Gay de SP

Prefeito fez discurso ao subir no caminhão de abertura do evento

Bruno Covas ao lado de drag queen em trio elétrico
Prefeito Bruno Covas participa da 22ª Parada LGBT na Avenida Paulista em São Paulo (SP) - Renato S. Cerqueira/Futura Press
 
Paulo Saldaña
São Paulo

O prefeito Bruno Covas (PSDB) foi vaiado ao subir no caminhão de abertura da Parada do Orgulho LGBT, na avenida Paulista, neste domingo (3).

O caminhão de abertura recebeu políticos para as falas iniciais.

"Queria desejar um excelente evento. O meu compromisso é que no meu governo não vamos admitir preconceito na cidade de São Paulo", disse o prefeito, por volta das 13h. A vaia durou toda a fala do prefeito, que não respondeu.

Antes do discurso, Covas disse que a prefeitura manteve a mesma estrutura para a Parada apesar da expectativa de redução de público por causa de possíveis reflexos da paralisação dos caminhoneiros.

Foram mantidos 900 banheiros químicos e 39 bloqueios no entorno da avenida Paulista para evitar, segundo o prefeito, a venda de produtos ilegais.

Outros políticos também foram recebidos, como o vereador Toninho Vespoli (PSOL), os deputados Paulo Teixeira (PT) –que falou de identidade de gênero e contra o projeto Escola sem Partido–, Leci Brandão (PC do B), Gustavo Peta (PC do B) e Ivan Valente (PSOL).

A candidata à presidência pelo PC do B, Manuela D'Avila, também subiu ao trio. "Nenhuma morte a mais", pediu.

A organização estimou que 3 milhões de pessoas estiveram na Parada. Em 2012, quando a estimativa deles foi de 4 milhões de presentes, pesquisa Datafolha aferiu a presença de cerca de 270 mil.

Segundo o instituto, 1,5 milhão de pessoas é a lotação máxima do trecho Paulista-Consolação, isso em um cálculo superestimado: com lotação de sete pessoas por metro quadrado, aperto semelhante ao enfrentando no metrô no horário de pico.

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