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Polícia diz que menina assassinada em SP pode ter sido morta por vingança

Corpo de Vitória Gabrielly, 12, foi enterrado neste domingo (17) em Araçariguama

Vitória Gabrielly, 12, foi encontrada morta no interior de São Paulo. Ela estava desaparecida havia uma semana - Reprodução/TV Globo
Jéssica Lima
Araçariguama (SP) | Agora

​O caso da estudante Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, 12, encontrada morta depois de ficar oito dias desaparecida, passou a seguir uma nova linha de investigação neste domingo (17). 

O advogado da família, Roberto Guastelli, diz que a polícia passou a suspeitar que ela possa ter sido alvo de vingança de alguém próximo dos próprios parentes da menina.

Vitória foi enterrada na manhã deste domingo em Araçariguama (53 km de São Paulo), em cerimônia acompanhada por cerca de 500 pessoas e sob forte comoção.

Segundo Guastelli, que esteve no começo da tarde de sábado (16) com a delegada responsável pelas investigações do caso, Bruna Madureira, a hipótese de vingança cometida por alguém ligado à vítima passou a ser considerada.

"Novas imagens chegaram, a polícia já investiga outros suspeitos e outras linhas da investigação estão sendo apuradas", afirmou Guastelli.

Vitória Gabrielly, de 12 anos - Reprodução/TV Globo

O advogado da família afirmou também que a delegada passou a ele informações do IML (Instituto Médico Legal).

"Ela [Vitória] foi asfixiada, encontrada no chão, de bruços, com braços e pernas amarrados, marcas nos braços e uma das meias na boca. Para fazer tudo isso, trabalhamos com a hipótese de terem sido duas pessoas que estavam com ela, porque a Vitória foi segurada e levada ao local", disse Guastelli.

O laudo só ficará pronto em 30 dias, mas ele adiantou que está atestado que o corpo estava por sete ou oito dias no local onde foi encontrado no sábado por um catador de latinhas e seu cachorro.

"Por isso, praticamente descartamos a hipótese de que Vitória tenha saído de Araçariguama e ido para Mairinque, como consta em um dos depoimentos dado por suspeito."

A Justiça decretou a prisão do pedreiro Júlio César Lima Ergesse, 24, que deu versões desencontradas à polícia. Um casal foi ouvido e liberado.

O CASO

Vitória Gabrielly Guimarães Vaz saiu de casa para ir a um ginásio de esportes andar de patins com uma amiga da escola, que acabou desistindo do passeio. Imagens de câmera de segurança captaram o momento em que ela parou na esquina da escola onde estudava, que fica no caminho para o ginásio.

Segundo a polícia, testemunhas contaram que a menina foi abordada por um homem que estava em um carro preto, assim que chegou ao ginásio. Entretanto, elas não viram se Vitória entrou no veículo. O carro descrito pelas testemunhas também foi apreendido e passou por perícia, mas nada foi achado nele. O dono do veículo também foi ouvido e liberado.

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