Tiroteio deixa dois mortos e três feridos na Vila Kennedy, no Rio

Bandidos teriam atacado viaduto da UPP local, o que levou ao início do confronto

Homens das Forças Armadas durante operação na Vila Kennedy, zona oeste do Rio
Homens das Forças Armadas durante operação na Vila Kennedy, zona oeste do Rio - Danilo Verpa - 23.fev.18/ Folhapress
São Paulo

Duas pessoas morreram e três ficaram feridas durante tiroteio ocorrido na manhã deste sábado (2) na praça Dolomitas, na comunidade da Vila Kennedy, zona oeste do Rio.

De acordo com a Polícia Militar, uma viatura da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) local foi atacada a tiros ao passar pela praça, o que levou ao início do confronto.

A Secretaria Municipal de Saúde confirma que cinco pessoas foram baleadas e encaminhadas à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Kennedy e ao Hospital Alberto Schweitzer. Uma mulher e um homem morreram. 

A Vila Kennedy foi ocupada por militares por cerca de três meses, desde o fim de fevereiro até meados de maio, em ação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. 

Reduto do Comando Vermelho, a comunidade foi escolhida para ser um “laboratório” pelos interventores. Um dos motivos é sua proximidade logística com a Vila Militar, em Deodoro, também na zona oeste.

Distante cerca de 40 km do centro, a favela sofre com falta de serviços públicos e violência, mas não é a mais carente do Rio. A praça Miami, que fica na beira da avenida Brasil, é local em que traficantes ostentavam armas antes da chegada dos militares.

Logo após as primeiras operações, alguns chefes locais do crime deixaram as favelas. Moradores, contudo, relataram um mês depois que, mesmo com a presença ostensiva dos militares, traficantes continuavam na comunidade.

SEGURANÇA

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado. 

Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição.

Desde 16 de fevereiro, o estado passa por uma intervenção na segurança pública. Nomeado pelo presidente Michel Temer, o interventor o general do Exército Walter Braga Netto apontou como um dos seus principais objetivos recuperar a capacidade operacional da PM.

Agência Brasil

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