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Vitória Gabrielly foi assassinada por asfixia, aponta laudo da perícia

Tese da polícia é que vingança motivou crime, e menina foi morta por engano

Alfredo Henrique
Araçariguama (SP) | Agora

Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, 12, morreu por asfixia provocada por esganadura. A informação foi confirmada por fonte policial que terá o nome preservado.

A causa consta em um laudo preliminar apresentado por peritos à Polícia Civil esta semana. O dia do encontro não foi informado.

A jovem teria sido assassinada por engano e a motivação do crime seria uma vingança.

Esta é a principal linha de investigação, declarada na tarde desta sexta (22) pelo delegado seccional de Sorocaba (a 99 km de SP) Marcelo Carriel.

“Nada indica [que ela fosse o alvo da vingança]. Não há histórico, passado ou recente, contra a família ou qualquer parente da vítima.” A polícia investiga “quem seria o alvo correto” dos assassinos de Vitória, segundo Carriel.

A jovem foi sequestrada por criminosos no dia 8 de junho, quando andava de patins perto de um ginásio.
Uma câmera de vigilância registrou os últimos momentos da garota que, segundo a polícia, foi morta no mesmo dia em que foi sequestrada.

Carriel disse que ao menos duas pessoas participaram do crime e que aguarda o resultado de laudos periciais, sem especificar quando serão concluídos. “A linha de investigação pode mudar de forma definitiva.”

Somente o servente de pedreiro Júlio César Lima Ergesse, 24, está preso. “Ele, de forma geral, com algumas controvérsias, mantém a versão de que estava no carro (usado para sequestrar Vitória), com um casal.”

O carro mencionado pelo suspeito foi periciado. Nenhuma prova contra o casal indicado por Ergesse foi encontrada. No entanto, a polícia ainda considera os três como principais suspeitos.

A Polícia Civil de Araçariguama também analisa cerca de 300 horas de filmagens. O material registrou três rotas possíveis usadas pelos assassinos, entre o ginásio e o matagal onde Vitória foi encontrada. Setenta pessoas prestaram depoimento à polícia.

Um pedreiro afirmou nesta sexta, em depoimento à Polícia Civil, que viu um carro “escuro” estacionado na região onde o corpo da estudante Vitória Gabrielly foi encontrado. O carro esteve no local na madrugada do dia 9, horas depois do sequestro da jovem. 

“Vi o carro chegando por volta das 3h. Ficou parado em frente a uma porteira [trancada] uns oito, dez minutos. Depois, ele saiu”.

Ele não soube informar o modelo do carro, nem quantas pessoas desembarcaram. “Como o lugar é vazio, sempre que alguém chega, percebemos”. Outras três pessoas prestaram depoimento nesta sexta na delegacia.

A polícia de Araçariguama periciou na quinta (21) um Palio preto e já havia analisado outro carro, também de cor escura, de um casal, liberado por falta de provas.

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