Em aceno a aliados, Covas faz mudanças no primeiro escalão da prefeitura

Prefeito faz trocas que contemplam evangélicos do PRB e PSDB

Artur Rodrigues
São Paulo

O prefeito Bruno Covas (PSDB) publicou um pacote de mudanças em cargos importantes nesta terça-feira (3), com acenos a grupos evangélicos e alas do PSDB. 

As mudanças aconteceram em cerca de 60 cargos, incluindo secretariado e prefeituras regionais. Com quase três meses no cargo, é a segunda troca expressiva após a saída de João Doria (PSDB) para concorrer ao governo estadual. 

Entre as mudanças, está a do secretário de Esportes, Jorge Damião, por João Farias (PRB). Ex-vereador da cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, Farias faz parte de partido que aderiu à coligação de Doria na disputa pelo governo estadual. Além dos cargos, a pasta de esportes é disputada por políticos devido à grande quantidade de ações que gerencia, que vão de grandes eventos esportivos a torneios de futebol de várzea na periferia. 

A ex-deputada federal Zulaiê Cobra assumirá o Procon municipal. Ela saiu do PSDB em 2007, mas sempre foi ligada à família Covas. Em 1990, Zulaiê foi vice da chapa ao governo estadual encabeçada por Mário Covas (PSDB), avô do atual prefeito --na ocasião, ambos foram derrotados por Fleury Filho, então no PMDB.

O prefeito também nomeou o presidente estadual da Juventude do PSDB, Lucas Sorrillo, como seu secretário executivo. Ele é mais um dos jovens da nova geração de tucanos que rodeiam Covas, a exemplo de Gustavo Garcia Pires, que tem a mesma função.

Covas trocou ainda os titulares de duas prefeituras regionais, do Campo Limpo (zona sul) e Itaquera (zona leste). 

Jacinto Reyes, de Itaquera, foi substituído por Jamil Yatim. Já na zona sul Heitor Sertão será substituído por Claudete Pereira da Silva, que já atuava na coordenadoria de obras da prefeitura regional da Mooca (zona leste). 

Quando João Doria deixou o cargo de prefeito, em abril, saíram figuras mais próximas a ele, como Cláudio Carvalho (Prefeituras Regionais) e Anderson Pomini (Justiça). No entanto, outros políticos próximos de Doria devem permanecer até o fim do ano. 

Após o período eleitoral, Covas deve fazer mudanças mais profundas, para dar a sua cara à gestão.

Em nota, a prefeitura afirma que  "as exonerações e nomeações são realizadas, agora, de maneira consolidada, em atos conjuntos, e não mais de forma isolada". O objetivo, diz a gestão, é "facilitar os despachos com o chefe do Executivo e dar mais transparência às suas ações".

Erramos: o texto foi alterado

Diferentemente do publicado anteriormente, o veto a nomeações e exonerações estipulado pela Lei Eleitoral não vale este ano para o município, apenas para esferas estadual e federal. O texto foi corrigido

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