Militares fazem operações simultâneas em favelas no Rio

Forças Armadas e polícias participam de ações próximas a áreas turísticas

Martha Alves
São Paulo

O Comando Conjunto iniciou na manhã desta quarta-feira (11) operações simultâneas de segurança ostensiva em favelas da zona norte e sul do Rio, na manhã desta quarta-feira (11).

Desta vez, as operações ocorrem no Complexo do Lins de Vasconcelos (zona norte), e Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul.

Parte das ações ocorrem próximo a áreas turísticas nos bairros de Copacabana, Ipanema, Lagoa, Jardim Botânico, Leblon, Humaitá, Botafogo, Urca e Leme.

Participam das operações, cerca de de 3.700 militares das Forças Armadas, 200 policiais militares e 90 policiais civis, apoiados por meios blindados, aeronaves e equipamentos de engenharia.

As ações envolvem cercos, remoção de barricadas, ações para estabilização, revistas de pessoas e veículos e checagem de antecedentes criminais. A Polícia Civil também pode cumprir mandados judiciais.

As Forças Armadas informaram que serão fechadas algumas vias de acesso às favelas e o espaço aéreo será controlado para aeronaves civis. Não haverá interferência nas operações dos aeroportos.

Crise na segurança

Devido a uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública, o estado do Rio está sob intervenção federal na segurança pública desde o último dia 16 de fevereiro. A medida, inédita, foi anunciada pelo presidente Michel Temer (MDB), com o apoio do governador Luiz Fernando Pezão, também do MDB.

Temer nomeou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto, que atua como chefe das forças de segurança do Estado. Na prática, Netto acumula o comando das secretarias da Segurança Pública e de Administração Penitenciária, além das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e agentes carcerários.

Desde junho de 2016, o Estado está em situação de calamidade pública. Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e faltam equipamentos como coletes e munição. Há carros das corporações sem combustível. Somente no ano passado, 134 policiais militares foram assassinados no estado.

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