Confira dicas para identificar e combater o bullying nas escolas

Vítimas costumam inventar desculpas para faltar às aulas e podem ter mudanças extremas de humor

São Paulo

Diferentemente dos conflitos comuns entre crianças e adolescentes, no bullying os ataques são intencionais, repetitivos e têm como objetivo maltratar e humilhar. As agressões acontecem entre alunos, mas com uma desigualdade de poder —e na presença de "espectadores".

Segundo especialistas, a prática afeta não somente as vítimas, mas também suas famílias. Em casos mais graves, pode levar à depressão e deixar marcas por toda a vida.

Nesta sexta (28), um adolescente atirou contra colegas de escola em Medianeira, no oeste do Paraná. Ele e o colega que o ajudou a premeditar o ataque afirmaram que eram vítimas de bullying e queriam se vingar. Duas pessoas ficaram feridas.

Abaixo, veja dicas de como identificar que uma criança está sendo vítima da prática e o que fazer para ajudá-la.

Possíveis sinais de que a criança está sofrendo bullying

Na escola

  • Mostra-se triste frequentemente
  • É a última a ser escolhida em atividades e fica isolada ou perto de adultos no recreio
  • Tem piora nas notas
  • Anda com ombros encurvados, cabeça baixa e não olha no olho
  • Gasta mais dinheiro que o habitual na cantina para dar lanche aos outros

Em casa

  • Usa desculpas para faltar à aula
  • Tem mudanças extremas de humor
  • Aparece com hematomas após a aula

Vítimas mais frequentes
Quem é considerado mais frágil, seja pela renda, orientação sexual, religião, origem, cor ou aparência
Pessoas tímidas ou com baixa autoestima também são alvos, assim como alunos que se destacam por coisas positivas, como beleza e boas notas

O que a escola deve fazer

  • Capacitar funcionários e orientar pais
  • Explicar as consequências, para que alunos não achem graça
  • Funcionários devem estar junto às crianças no recreio para criar confiança
  • Acionar os pais e discutir soluções, ouvindo a opinião da vítima
  • Em casos graves, acionar autoridades

O que os pais devem fazer

  • Observar os filhos
  • Acionar a escola e discutir soluções
  • Não dizer coisas do tipo "ignore" ou "não ligue"
  • Estimular os filhos a perceber suas habilidades para resgatar a autoestima
  • Se preciso, buscar a ajuda de psicólogos

Como proceder com o agressor

  • Repreender suas ações e mostrar o mal que ele está causando ao outro
  • Fazer com que ele conserte o dano causado
  • Trabalhar valores como respeito às diferenças

Pesquisa sobre bullying

  • 195 mil alunos do 9º ano (7%) afirmaram ter sofrido bullying na escola nos 30 dias anteriores a pesquisa do IBGE realizada em 2015
  • 16% deles citaram a aparência do corpo como principal motivo para a zombaria; outros 11% citaram o rosto
  • 520,9 mil alunos (20%) disseram já ter praticado bullying; dentre os meninos, esse percentual foi de 24%, entre as meninas, de 16%

Fontes: Cartilhas do CNJ e do Ministério Público, IBGE e especialistas

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