Descrição de chapéu Rio de Janeiro

Falta de água em hidrante prejudicou combate ao incêndio no Museu Nacional

Chamas destroem o museu mais antigo do país, na Quinta da Boa Vista, no Rio

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

O comandante-geral dos bombeiros do Rio, Roberto Robadey, disse que o combate ao incêndio do Museu Nacional foi prejudicado por falta de água nos hidrantes próximos ao edifício. Os bombeiros tiveram que apelar a caminhões-pipa e até para a água do lago na Quinta da Boa Vista, onde fica o museu. A área do museu tem dois hidrantes.

“Tivemos dificuldade com a água porque os hidrantes estavam sem carga”, afirmou ele. Os bombeiros acionaram a Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto), mas o problema não foi resolvido. A Cedae enviou caminhões-pipa e uma bomba foi instalada para retirar água do lago.

O comandante disse ainda que o tipo de construção e acervo contribuíram para a proporção do incêndio.

“É um prédio antigo com grande carga de incêndio: muita madeira e o próprio acervo, que tem inclusive peças guardadas em álcool”, comentou.

Quatro horas após o início do incêndio, ainda havia focos no interior do edifício, mas Robadey disse que estava satisfeito com o andamento dos trabalhos.

“Vamos trabalhar para terminar o mais rápido possível”, disse. Os bombeiros conseguiram salvar peças antes de o fogo atingir algumas alas do edifício. 

​Robadey disse que as primeiras análises indicam que não há risco de desabamento do edifício. “É um edifício muito antigo, com paredes grossas. Os engenheiros analisaram e não veem risco por enquanto”, afirmou.

Mais antigo do país, o Museu Nacional é subordinado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vem passando por dificuldades geradas pelo corte no orçamento para a sua manutenção.

O palacete onde está instalado o museu não tem equipamentos de combate a incêndio previstos por lei. “É uma construção anterior à legislação e precisava se adequar”, disse o comandante dos bombeiros.

Segundo ele, a administração esteve reunida com a corporação recentemente para apresentar um plano de adequação.

“Estamos transtornados. Eu costumava vir aqui com o meu pai e trouxe meu filho uma vez. É uma perda irreparável”, disse ele.

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