Covas prepara troca de secretários e 'início' de gestão sem a sombra de Doria

Titulares da Assistência Social, Desestatização, Subprefeituras e Comunicação deixam Prefeitura de SP

Guilherme Seto Artur Rodrigues
São Paulo

A vitória de João Doria (PSDB) em sua campanha para governador do estado marcou para o tucano Bruno Covas o início de um mandato inteiramente seu à frente da Prefeitura de São Paulo. Vice de Doria no município, ele herdou o cargo em abril após a saída do titular para disputar as eleições.

Covas está promovendo uma reforma nas secretarias da prefeitura, com a ideia de trocar diversos nomes e mesclar algumas pastas. A Prefeitura de São Paulo deve perder progressivamente as feições empresariais que ganhou com Doria para dar lugar a políticos. Dessa forma, Covas contempla o meio político no qual se criou e já começa a estabelecer relações tendo a reeleição em vista.

De saída, quatro secretários próximos a Doria deixarão a gestão municipal. Filipe Sabará, de Assistência Social, assumirá cargo no governo do estado (ainda não se sabe se como secretário ou como CEO de Assistência Social). Marcos Penido, de Subprefeituras, também é cotado para integrar o secretariado do governador eleito. 

Wilson Poit, de Desestatização, está de saída, mas não aceitou convite de Doria para participar da administração estadual em pasta similar. Já Fábio Santos, de Comunicação, sai para tocar projetos pessoais. Ele foi convidado para participar da estratégia de comunicação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas não deve aceitar. 

Suas saídas foram anunciadas nesta segunda-feira (12).

O atual chefe de gabinete de Assistência e Desenvolvimento Social, José de Castro, assume a pasta. Na Comunicação, assume Marco Antonio Sabino. Na Secretaria de Subprefeituras, o atual secretário adjunto, Alexandre Modonezi, assumirá o comando nos próximos dias.  

A gestão confirmou ainda Orlando Faria como titular da nova secretaria de Turismo. Ele era secretário executivo e respondia pelo expediente da pasta. 

Secretário da Casa Civil, o vereador Eduardo Tuma (PSDB) disputará a posição de presidente da Câmara Municipal e tem amplo favoritismo na disputa com Fernando Holiday (DEM). Dessa forma, também deixará seu cargo no final do ano.

Covas ainda estuda nomes para algumas pastas, e divide sua atenção em duas frentes. Por um lado, procura nomes de jovens tucanos, já que ele tem utilizado o mandato para promover novas lideranças no PSDB. Por outro, planeja conversar com membros de sua base aliada para fortalecer suas relações políticas para a eleição de 2020.

Seguindo tendência evidenciada nas recentes eleições, o prefeito também quer reduzir secretarias para diminuir gastos e desburocratizar processos. Uma das pastas na mira é a de Desestatização.

Nesta segunda-feira (12), Doria foi questionado pela rádio CBN se pretendia levar nomes da gestão municipal para o seu secretariado no governo do estado, e respondeu que sim, mas negou que Covas esteja rompendo um "cordão umbilical" com ele ao promover mudanças na equipe.

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