Descrição de chapéu Obituário Nayr Effenberger Guelli (1928 - 2018)

Mortes: Pianista, ensinou centenas de alunos a gostar de música em Jundiaí (SP)

Nayr Guelli estudou com o maestro Francisco Mignone e se tornou referência na cidade

Nayr Effenberger Guelli
Nayr Effenberger Guelli - Arquivo pessoal
Fernanda Canofre
São Paulo

Depois de mais uma apresentação ao piano, Nayr Effenberger Guelli foi abordada com um convite. Ela tinha cerca de 50 anos e já havia dedicado grande parte de sua vida ao instrumento quando foi chamada para estudar com um dos maiores compositores do país: o maestro Francisco Mignone, autor de mais de mil títulos.

Assim como Mignone, cuja obra interpretou em várias performances, Nayr também havia crescido com a música. Os pais sempre incentivaram a filha única no amor pelo piano, e da vocação ela fez a história de sua vida. Quando não estava tocando, Nayr ensinava tudo o que havia aprendido para seus próprios alunos, fossem eles crianças, jovens ou adultos.

O piano a levou a apresentações em várias cidades, às vezes solo, às vezes em duos. Chegou a ser eleita para a cadeira de nº 7 da Academia Jundiaiense de Letras.

Nas apresentações que fez ao longo da vida, Nayr sempre teve um fã fiel na plateia, o marido Oscar Augusto Guelli Filho. Os dois nasceram no dia 21 de agosto de 1928, ela em Jundiaí, ele em Jaú, ambos no interior paulista. Casaram-se em 1948, pouco tempo depois de Oscar ter visto Nayr tocando pela primeira vez.

Oscar partiu em 1998 e seis anos depois teve seu nome colocado em uma escola estadual da cidade da esposa.

Sem ele, Nayr passou a viver na companhia de uma prima, mas nunca deixou de ensinar. Seguiu recebendo em casa alunos até os 80 anos. Continuou tocando até os dedos cansarem de vez, perto dessa idade.

"Ela era bem amorosa, expansiva, gostava de conversar bastante, gostava de música e de estudar. Quando ela tocava piano, a família toda sentia o maior orgulho", lembra o sobrinho Milton.

No último dia 11, pela manhã, Nayr morreu de causas naturais, em casa. Deixou Milton e outros sete sobrinhos, além da prima e muitos alunos agradecidos.


coluna.obituario@grupofolha.com.br

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