Obra para recuperar viaduto na marginal Pinheiros deve durar seis meses

Prefeitura quer liberar trânsito de veículos gradualmente antes deste prazo

Artur Rodrigues
São Paulo

Técnicos da gestão Bruno Covas (PSDB) trabalham com a estimativa de que as obras de recuperação do viaduto que cedeu na marginal Pinheiros levem em torno de seis meses para a conclusão total. A liberação ao tráfego de veículos, porém, deve ser feita antes e de forma gradual. 

O viaduto na zona oeste cedeu cerca de dois metros na madrugada do feriado de 15 de novembro. A administração precisará usar estacas de ferro na base de sustentação da estrutura e vai erguê-la usando macaco hidráulico. Ainda serão feitos reforços no viaduto.

Viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros na última quinta-feira (15)
Viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros na última quinta-feira (15) - Rosa/Agência Brasil

O contrato emergencial foi feito com a empresa JZ Engenharia e Comércio, com prazo de seis meses, de acordo com publicação no Diário Oficial da Cidade desta quinta-feira (22). 

Antes desse prazo, porém, a prefeitura quer fazer a liberação gradual da estrutura, restringindo faixas e evitando que veículos pesados trafeguem por ali. Ônibus e caminhões teriam de circular em vias alternativas. 

O prazo para início da liberação para veículos ainda depende de diagnósticos que estão sendo feitos nesta semana. No entanto, técnicos municipais ouvidos pela Folha afirmam que dificilmente o processo de abertura comece a ser feito antes do período de um mês. 

A marginal Pinheiros é a segunda via mais movimentada de São Paulo, atrás apenas da Tietê, e liga a cidade a diferentes rodovias e avenidas. 

Em apenas uma hora na marginal, no pico de tráfego, 13 mil veículos passam pelas oito faixas da marginal, incluindo a pista local. No momento, cinco dessas faixas estão interditadas. 

Sem o viaduto, a cidade segue com congestionamentos na região do viaduto. 

Do ponto de vista da obra, engenheiros da prefeitura consideram que o mais difícil passou, uma vez que agora o risco de a estrutura ruir foi afastado.

Até o momento, não se sabe o motivo da ruptura —que não feriu ninguém, mas danificou carros que passavam pelo local. 

A administração municipal não tem o projeto original da estrutura,  que foi projetada e construída na década de 1970 por meio de um convênio com a Fepasa (empresa que administrava as ferrovias do estado).

Nesta quinta, a gestão Covas colocou dez estacas para escorar o viaduto. Agora, será possível colocar os macacos hidráulicos com objetivo de elevar a estrutura. 

Com a viga transversal aliviada, poderão ser feitos os reforços e reparos no viaduto.

A prefeitura também atua junto ao TCM (Tribunal de Contas do Município) para conseguir aval para a contratação emergencial de um estudo sobre a situação dos 198 viadutos e pontes da capital paulista. 
A prefeitura é alvo de cobranças pelo Ministério Público para reformar pontes e viadutos há anos.

O assunto se tornou uma prioridade para o prefeito Bruno Covas, que decidiu tirar o atraso da cidade neste quesito. Antes do acidente, porém, os gastos com este fim não chegaram nem perto do previsto.

A administração municipal reservou R$ 44,7 milhões para recuperação e reforço de viadutos e pontes no Orçamento deste ano. A menos de um mês e meio do final do ano, gastou até agora apenas R$ 2,4 milhões, o equivalente a 5,3% do previsto.

Em outras áreas como publicidade, por exemplo, a gestão gastou 64% do previsto — R$ 67 milhões de R$ 105 milhões orçados.

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