Descrição de chapéu Agora

Sujas e com infraestrutura precária, piscinas públicas de São Paulo têm até cachorro

Reportagem flagrou tráfico de drogas em portaria de clube da prefeitura da cidade

Patrícia Pasquini
São Paulo | Agora

Piscinas fechadas e com água parada, vestiários inadequados, desperdício de água, sujeira e problemas de infraestrutura foram algumas das situações encontradas pelo Agora nas piscinas públicas dos centros esportivos da Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB).

Na semana passada, a reportagem visitou sete piscinas públicas nas regiões norte, sul, leste e oeste. Havia salva-vidas em todas, exceto nas fechadas.

A piscina semiolímpica do Ceret, no Tatuapé (zona leste), permanece desativada e sem previsão para reabertura. Há um ano, o Agora presenciou o mesmo problema no local. O centro também abriga a maior piscina pública da América Latina (100 m x 50 m) e outras duas infantis, que funcionam normalmente.

Desde o último dia 15, frequentadores da piscina da Barra Funda (zona oeste) precisam se deslocar para outro clube. O local foi interditado porque os azulejos estão soltos. O problema é que a piscina está cheia de água e pode se tornar um criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Na piscina do Centro Esportivo da Mooca (zona leste) a reportagem encontrou vestiários com banheiros sem portas, armários, cesto de lixo e sabonete para lavar as mãos. Havia janelas quebradas, pintura descascada no teto e teias de aranha.

No Centro Esportivo Casa Verde, no Peruche (zona norte) há vazamento num bebedouro e em uma torneira. Os vestiários não têm sinalização masculino/feminino.

No Jaçanã (zona norte), funcionários deixaram o posto no início da tarde em que a reportagem passou por lá, segundo informou o único segurança do local. Não havia controle de entrada e saída. Até um cachorro brincava na borda da piscina. A situação mais grave foi encontrada na porta do clube: a oferta de droga a três adolescentes.

BUSCA DE RECURSOS

A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), informa que, para sanar as irregularidades, “são necessárias dotação orçamentária específica e abertura de licitação, em alguns casos, o que causa morosidade no processo”. Porém, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer diz que “busca recursos para serviços de manutenção preventiva, correção, reparações, adaptações e modificações estruturais”. Os centros esportivos da Mooca, Vila Guarani e o Ceret serão contemplados com estes serviços.

Em relação às piscinas interditadas, não há prazo para a reabertura, mas uma empresa terceirizada realiza o tratamento da água diariamente com cloro, segundo a gestão municipal.

“As deficiências encontradas em casos de manutenção serão sanadas em 30 dias, mas o vandalismo pode acarretar novos danos”, diz a nota. Quanto à acessibilidade, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência diz que auxilia na solução das irregularidades.

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