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Corredor de ônibus perde passageiros para linha 5-lilás do metrô de SP

Estações inauguradas em 2018 deram opções a usuários do transporte público

Regiane Soares
São Paulo | Agora

O corredor de ônibus Vereador José Diniz-Ibirapuera-Santa Cruz teve uma redução de 13% no número de passageiros transportados em outubro deste ano, se comparado ao mesmo mês do ano passado, após a inauguração de estações da linha 5-lilás do metrô.

De acordo com os dados da SPTrans (empresa que administra o transporte público municipal), a média de passageiros transportados por dia útil em outubro caiu de 391,6 mil em 2017 para 349,5 mil em 2018.

As estações Santa Cruz e Chácara Klabin da linha 5-lilás, que fazem interligação com as linhas s 1-azul e 2-verde, respectivamente, além da estação Hospital São Paulo, foram inauguradas no fim de setembro e começaram a operar em horário comercial das 4h40 à meia-noite em outubro.

Os ônibus que circulam pelo corredor passam pelas avenidas Vereador José Diniz e Ibirapuera, na zona sul, e seguem até a estação Santa Cruz, já na linha 2-azul. Passageiros ouvidos pela reportagem confirmaram que o trajeto em menos tempo com o metrô fez com que eles deixassem de usar o ônibus.

No corredor Santo Amaro - Nove de Julho - Centro, a queda no número de passageiros foi mais discreta, mas também foi notada, segundo os números. Em outubro do ano passado eram 674,4 mil passageiros transportados por dia útil. Já em outubro de 2018 foram 644 mil passageiros, o que corresponde a uma redução de 4,45%. Parte do trajeto do corredor também é semelhante ao da linha 5-lilás.

Se de um lado o número de passageiros dos corredores de ônibus diminuiu em outubro, a quantidade de usuários da linha 5-lilás dobrou em outubro após a inauguração das novas linhas. Entre os dias 15 e 19 de outubro, a linha recebeu uma média diária de 463 mil passageiros. Na terceira semana de setembro, antes da inauguração das conexões, a média foi de 231 mil diários.

Economia de tempo

A economia de tempo, segundo os usuários que migraram do ônibus para o metrô, gira entre 40 e 50 minutos. É o caso de François Islam, 21, que mora no Jardim Ângela (zona sul) e utilizava o ônibus para chegar ao trabalho no centro.

“No horário do pico, o trajeto girava em torno de duas horas. Agora, 40 minutos. Saía de casa às 5h30. Hoje, às 7h”, afirma.

A ex-doméstica Maria de Lourdes Nascimento, 69, que mora na região do Grajaú (zona sul), foi outra que abandonou o “busão”, como se referiu. “Facilitou demais minha vida o metrô”, diz, feliz.

Troca de transporte

Nem todos os passageiros conseguem trocar o corredor de ônibus pela estação de metrô da linha 5-lilás, por causa do vale-transporte oferecido pelas empresas.

A auxiliar de limpeza Josiane Meireles da Silva, 40, moradora no Jardim Ângela (zona sul), usuária do corredor da avenida Vereador José Diniz, não pensaria duas vezes pela troca. “De ônibus, a viagem dura cerca de duas horas e tenho de sair de casa às 4h para entrar no trabalho às 6h. De metrô, a economia de tempo é imensa. Não mais que 40 minutos”, afirma Josiane.

O mesmo caso da amiga e colega de trabalho Aline de Lima, 30, que reside no Jardim Capela (região sul). “A gente só não troca, porque a empresa nos fornece o vale-transporte do ônibus.”

 
 

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