Criminosos atacam creche e estação de energia em mais um dia de ataques no Ceará

Até o momento, foram registradas 228 ocorrências em 48 cidades, e 404 detidos

João Valadares
Recife

A onda de violência com os ataques criminosos no Ceará  tiveram a explosão de uma bomba, na madrugada desta terça (22), em uma subestação da Enel, companhia energética do estado, em Fortaleza.

Na noite de segunda-feira (21), no município de Caucaia, na região metropolitana cearense, criminosos atearam fogo em uma creche.

De acordo com informações oficiais, o ataque à subestação, no bairro Vila Pery, ocorreu aproximadamente às 3h. Moradores da localidade tiveram o fornecimento de energia comprometido. A situação já foi normalizada.

Às 22h30 desta segunda-feira, a creche Maria Corina Arruda teve uma sala e um cômodo que fica na parte dos fundos do imóvel destruídos pelo fogo após os ataques. As chamas atingiram materiais escolares, alimentos, armários e cadeiras. 

Homens do Corpo de Bombeiros estiveram no local e a situação foi controlada.

Em menos de 24 horas, o Governo do Ceará registrou ataques a três escolas. Na segunda-feira (21), outros dois colégios foram alvo da onda de violência.

Um caminhão de coleta de lixo também foi incendiado por volta das 18h desta segunda-feira. A ação ocorreu no bairro de Papicu, em Fortaleza.

A polícia conseguiu prender quatro pessoas, incluindo um adolescente. Na tarde desta segunda, a Polícia Militar comunicou que os 150 policiais militares da reserva, que reforçam a segurança em Fortaleza, estão atuando no policiamento de prédios públicos, guarda de quartel e fiscalização do serviço policial. 

Não foi divulgado o efetivo de aposentados empregados no interior do estado.

Os ataques contra o patrimônio público e privado no Ceará tiveram início no dia 2 de janeiro. Até o momento, foram detidas 404 pessoas por suspeita de envolvimento nos crimes. Há o registro de 228 ataques em 48 cidades. A onda de violência começou após o Governo do Ceará implantar a Secretaria de Administração Penitenciária para colocar em prática medidas de endurecimento contra os detentos. ​

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