Doria sobe tarifa de metrô e CPTM de R$ 4 para R$ 4,30; integração será de R$ 7,48

Valor é o mesmo anunciado pelo prefeito Bruno Covas para a tarifa do ônibus na capital

Governador João Doria ao lado de seu secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, em reunião no Palácio Bandeirantes
Governador João Doria ao lado de seu secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, em reunião no Palácio Bandeirantes - Zanone Fraissat/Folhapress
Artur Rodrigues Guilherme Seto
São Paulo

O governo do estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (3) que as passagens de trens e metrô passarão dos atuais R$ 4 para R$ 4,30 a partir de 13 de janeiro.

Tire dúvidas sobre novas tarifas de ônibus, metrô e trens da CPTM em SP

O reajuste de 7,5% ficará acima da inflação acumulada desde a data do último aumento, em janeiro de 2018, quando a passagem subiu de R$ 3,80 para R$ 4.

A tarifa integrada dos trens do Metrô e da CPTM com os ônibus que circulam na capital também sofreu reajuste. O valor do bilhete subiu dos atuais R$ 6,96 para R$ 7,48.

Na capital, o prefeito Bruno Covas anunciou aumento da passagem de ônibus de R$ 4 para R$ 4,30 a partir de 7 de janeiro, também acima da inflação. A Prefeitura de São Paulo argumenta que se trata de uma reposição das perdas dos últimos três anos, uma vez que em 2016 e 2017 não houve reajuste. 

 

A inflação oficial pelo IPCA acumulada em 2018 é de 3,59%. Se aplicada, significaria uma passagem próxima de R$ 4,15.

A gestão Márcio França (PSB), que acabou no dia 31, não anunciou a elevação da tarifa unitária dos trens e metrô, que atualmente também é de R$ 4 e vinha seguindo patamar semelhante ao do ônibus. Em anos anteriores, prefeitura e estado fizeram anúncios conjuntos.

Nesta quarta-feira (2), Doria criticou a atitude de França ao dizer que "faltou coragem" ao antecessor para "fazer o que outros governadores fizeram mesmo em final de mandato".

À Folha França diz que "houve divergência em relação ao novo valor da tarifa" e que os secretários que trabalhavam em sua gestão queriam "o reajuste até o máximo da inflação, arredondada para baixo, como sempre fez o [ex-governador Geraldo] Alckmin".

Os reajustes dos valores das passagens do transporte público em São Paulo viraram tabu após os protestos contra a alta em 2013. Na época, o valor iria de R$ 3 para R$ 3,20, mas, após o desgaste sofrido pelo então prefeito Fernando Haddad (PT) e o à época governador Geraldo Alckmin (PSDB) com as manifestações, as tarifas ficaram congeladas.

Depois disso, os últimos aumentos de ônibus, trem e metrô ficaram abaixo da inflação — enquanto os três reajustes anteriores a 2013 tinham superado a inflação acumulada. 

Quando prefeito, Doria ainda transformou o congelamento da passagem em promessa eleitoral e, por isso, a tarifa permaneceu a mesma não só em 2016 como também em 2017. Com isso, o ex-governador Alckmin acabou sendo levado a fazer o mesmo, para não arcar sozinho com o ônus do aumento. 

O principal argumento utilizado para justificar o aumento é o subsídio do serviço. Em 2016, o estado de São Paulo gastava R$ 987,6 milhões no subsídio à CPTM. Em 2017 esse valor chegou a R$ 1,141 bilhão.

Em 2016, os repasses para custeio de gratuidade e meia-tarifa no metrô ficaram em quase R$ 610 milhões. Em 2017, passaram para R$ 794,89 milhões.


Veja reajuste das passagens do Metrô e da CPTM em SP

 
Bilhetes Valores atuais Valores reajustados
Tarifa básica R$ 4 R$ 4,30

Bilhete Único

R$ 4 R$ 4,30
BOM R$ 4  R$ 4,30
Escolar R$ 2 R$ 2,15
Bilhete Único Integrado R$ 6,96 R$ 7,48
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