Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

'Jamais faremos oposição ao povo', diz Bolsonaro sobre envio de policiais ao Ceará

Presidente elogia atuação de Moro para conter onda de violência no estado

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (4) que autorizou o envio da Força Nacional ao Ceará a despeito de divergências com o governador do estado, Camilo Santana (PT).

“Apesar do Governo do estado do Ceará ser do PT e realizar forte oposição a nós, jamais abandonaríamos o povo cearense neste momento de caos", disse em rede social. "​Jamais faremos oposição ao povo de qualquer estado e o povo do Ceará precisa neste momento”, afirmou após cerimônia da Força Aérea Brasileira.

 

“As medidas já foram tomadas, faltava por parte do governo do Ceará se enquadrar e, via ofício, informar da real necessidade da presença da Força pela sua incapacidade de resolver o problema.”

Bolsonaro elogiou o ministro da Justiça, Sergio Moro, em sua atuação para ajudar a conter a onda de violência local.

“Pelo que tudo indica, agravou a situação”, disse. Moro “foi muito rápido, hábil e eficaz para atender o estado, cujo governador reeleito tem posição radical à nossa (sic)”, completou.

Segundo o presidente, a Força Nacional “está na iminência de decolar para Fortaleza”.

Moro sugeriu a formação de um gabinete de crise, com a integração de polícias federais e estaduais. A equipe da Força Nacional mobilizada conta com cerca de 300 homens e 30 viaturas, de acordo com informações do ministério.

Fortaleza e cidades da região metropolitana sofreram com a segunda madrugada de ataques contra prédios públicos, agências bancárias e ônibus. Um suspeito de tentar incendiar um radar de trânsito, na cidade de Eusébio, foi morto em confronto com a polícia. Até o fim da tarde desta sexta, 45 pessoas haviam sido detidas ou apreendidas sob suspeita de participação nos ataques. Houve ataques em ao menos 16 municípios, incluindo a capital.

Apenas 30% da frota de ônibus de Fortaleza esteve nas ruas nesta sexta (4) e boa parte só saiu dos terminais após a chegada de carros da polícia para fazer a escolta. Os pontos de ônibus ficaram cheios. Houve também diminuição no serviço de coleta de lixo —​pelo menos dois caminhões de companhias que prestam esse serviço foram incendiados na capital e região metropolitana desde quarta (2).

Thais Bilenky, Gustavo Uribe e Rubens Valente

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