Descrição de chapéu Obituário Clélia Cristina Cardoso Lucena (1950 - 2019)

Mortes: Adepta de terapias orientais, educou prole com brandura

Formada em pedagogia, passou a trabalhar com acupuntura e reiki

São Paulo

A cerimônia de casamento nos anos 1980 foi interrompida porque Cristina, madrinha, teve uma série crise de bronquite. O marido Antonio Carlos e o noivo, médico, pegaram um carro para levá-la a um hospital, mas bateram no meio do caminho.

Desesperado, o marido apelou para um senhor dono de uma Brasília caindo aos pedaços, que falava ao orelhão. Aquele "velhinho fantástico", lembra Antonio, furou todos os sinais vermelhos. Chegaram ao hospital em instantes.

 

Resolvida a internação, Antonio saiu para agradecer o oportuno socorrista. O senhor não estava mais lá. E, curiosamente, o porteiro disse que não tinha visto uma Brasília nem entrar, nem sair.

Cristina teve problemas respiratórios desde pequena, quando foi criada na Bela Vista, no centro de São Paulo. Era algo de família.

Formada em pedagogia e com jeito especial para lidar com crianças, abdicou da carreira para cuidar dos três filhos —com firmeza e carinho, lembra o ex-marido. Estendeu a brandura e a paciência que tinha para educar também aos netos.

Nas últimas décadas, Cris aprofundou-se em terapias orientais, talvez impulsionada por sua grande espiritualidade. Transformou isso numa ocupação e passou a trabalhar com acupuntura e reiki.

Em outubro último, uma outra crise respiratória a pegou sozinha, no meio da rua. Desta vez, porém, o anjo de 30 anos atrás não estava por perto.

"Ela viveu o sonho de criar os filhos e via os netos crescerem. Tinha um carinho extraordinário por eles", lembra o ex-marido, Antonio Carlos.

Após três meses internada, Cristina morreu no último dia 2, aos 68. Deixa os filhos Rodrigo, Renata e Rachel, os netos Joaquim, Antônio e Olívia, e o irmão José Júlio.


coluna.obituario@grupofolha.com.br

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