Descrição de chapéu Obituário Alfredo Peres da Silva (1947 - 2019)

Mortes: Sereno diplomata, ajudou a tornar o país mais seguro

Alfredo Peres trabalhou décadas com desenvoltura no setor viário

Paulo Gomes
São Paulo

Quando Alfredo foi encarregado de representar o setor de transportes de cargas em Brasília, no fim dos anos 70, não se esperava tamanha desenvoltura no cumprimento da função.

Alfredo Peres da Silva, que com seu trabalho a frente de entidades de trânsito e transporte ajudou a tornar o país mais seguro
Alfredo Peres da Silva, que com seu trabalho a frente de entidades de trânsito e transporte ajudou a tornar o país mais seguro - Divulgação/Ampef

Segundo Geraldo Viana, ex-presidente da NTC (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Alfredo se adaptou rápido e construiu uma boa rede de relacionamento na capital. "Ele era um diplomata nato", diz o antigo colega. O jeito sereno e a seriedade distinta com que exercia suas funções o tornaram destaque na área.

A filosofia de trabalho era republicana. "Nunca pleiteamos 'no escurinho do cinema' aquilo que não podíamos dizer em público", afirma Viana. Os interesses do setor eram defendidos quando convergiam com o interesse público.

Assim, o sul-matogrossende de Corumbá construiu carreira no meio. Passou por diversas entidades do setor de transportes além da NTC, como a CNT, a ABTC, a Fenatac e a Ampef.

Sua biografia é marcada, sobretudo, pela implementação de medidas mais seguras para o setor viário no país.

Participou da elaboração do anteprojeto do Código de Trânsito Brasileiro e, de 2005 a 2010, foi diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e presidente do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). 

Nestas funções, atuou para que se tornassem obrigatórios itens de segurança em carros como o airbag e o freio a disco. 

Alfredo morreu neste domingo (13), aos 71, em decorrência de um câncer. Deixa a mulher, Voni, os filhos Alexandre, Ana Cláudia, Amanda e Pedro Henrique, e dois netos.

Ele será velado nesta terça-feira (15), a partir das 13h, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.


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