Carnaval à beira-mar atrai até 800 mil em Santa Catarina

Bloco da Pracinha leva até 200 mil do centro histórico de Laguna à praia

Curitiba

A histórica cidade de Laguna, no litoral sul de Santa Catarina, não tem mais que 50 mil habitantes, mas aumenta quinze vezes de tamanho durante o Carnaval.

Com trios elétricos, artistas do calibre de Araketu e Luan Santana e blocos de marchinhas pelo centro histórico, o município espera receber 800 mil pessoas ao longo deste feriado.

Não é de hoje que a cidade se consolidou como polo carnavalesco: o evento é celebrado em Laguna há pelo menos 70 anos, quando surgiram os primeiros blocos de rua.

Uma das tradições, na época, era vestir fantasia de papel crepom e ver as cores desbotarem com a água do mar. Outro costume era se fantasiar de índio e sair batucando pelas ruas ""o que deu origem à primeira escola de samba lagunense, a Xavante.

Bloco da Pracinha leva até 200 mil do centro histórico de Laguna à praia
Bloco da Pracinha leva até 200 mil do centro histórico de Laguna à praia - Marco Bocão/Prefeitura de Laguna

As escolas de samba permanecem uma atração à parte, em especial no pré-carnaval: seus ensaios são nas ruas do centro histórico, abertos ao público.

Mas o que mais faz juntar gente no Carnaval de Laguna são os blocos, em especial o Bloco da Pracinha, no domingo (3), que arrasta 200 mil pessoas do centro histórico até a praia.

Na beira da areia também são realizados shows, que se estendem pelas madrugadas, de sexta (1º) a terça-feira (5). Na programação deste ano, estão nomes como Araketu, Luan Santana, Latino, Art Popular, É o Tchan e João Neto e Frederico.

"É o que a gente chama de Carnaval de praia", diz o secretário municipal de Turismo, Evandro Carneiro Flora.

No último dia do Carnaval, a folia começa às 6h (sim, seis horas da manhã), com o tradicional bloco Acorda, Laguna, na terça (5).

"Eu falo para as pessoas: não venha para Laguna para descansar nessa época. Não vai ter descanso", comenta Flora, que comemora o fluxo crescente de turistas no feriado. "Isso joga muito dinheiro na cidade."

Outros municípios da região têm aproveitado a onda e segmentado o público de foliões.

Na vizinha Garopaba, o forte é o carnaval de rua para famílias, com matinê infantil no domingo (3).

Na praia da Ferrugem, no mesmo município, uma festa particular com DJs e open bar promete atrair um "público top", com ingressos que custam até R$ 480.

Já em Imbituba, os blocos de rua reuniram cerca de 50 mil pessoas no ano passado.

A onda carnavalesca se espalha pelo litoral catarinense: no litoral norte, em Navegantes (vizinha do parque Beto Carrero e de Balneário Camboriú), o bloco Navegay deve reunir até 180 mil pessoas na segunda (4).

"É um mar de gente, você não tem noção; a maioria de fora", diz Sérgio Schultz, secretário municipal de Turismo.

Na capital Florianópolis, os desfiles das escolas de samba e os blocos de rua estimam atrair até 100 mil pessoas por noite durante o Carnaval.

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