Descrição de chapéu Obituário Francisco Lobo da Costa Ruiz (1951 - 2019)

Mortes: Criminalista, se vestia bem e amava cavalos

Apesar de reservado, Francisco Lobo da Costa Ruiz nunca deixou de ajudar os outros

Amanda Lemos
São Paulo

Estar bem vestido era questão de praxe. Mandava fazer ternos com frequência e, quando mais novo, costumava pegar emprestados os sapatos do avô –escondido– para dar umas voltas à noite. "Eles calçavam o mesmo número, sempre pegava o de cromo alemão", diz o irmão Fábio.

Com escritório centenário no centro de São Paulo, Francisco começou advogando em porta de delegacia. Tempos depois se juntou ao pai. "Era uma pessoa fechada, mas que não deixava de ajudar os outros", conta o filho Francisco.

Pegou muitos casos de amigos sem cobrar um tostão. Trabalhava 24 horas por dia e, se necessário, atendia a telefonemas de madrugada.

O paulistano também era apaixonado por cavalos. Realizou o sonho de ter um haras e o chamou de Toca do Lobo, em referência ao sobrenome da família. 

Teve até 20 cavalos, dos quais cuidava pessoalmente. Quando os filhos eram pequenos, costumava levá-los toda sexta-feira à noite para Mairiporã. No dia a dia era um pouco fechado com a família e não demonstrava muito afeto, diz Francisco. 

Era reservado, mas não deixava de ajudar os outros. Em um episódio, ajudou uma família desconhecida a internar o pai no Hospital das Clínicas em apenas um dia.

Nos últimos tempos, falava aos amigos do orgulho de ter o filho trabalhando junto a ele no escritório. "Ele costumava enviar foto dos trabalhos da filha e se orgulhava do filho que tinha", lembra Fábio.

Não era de falar dos problemas, sempre dizia que estava bem. Passou mal em casa e foi para o hospital.

Não resistiu a uma pneumonia e faleceu no dia 8, aos 68 anos. Deixa os filhos Francisco D'Avola Lobo da Costa Ruiz e Suzana Ruiz. 


coluna.obituario@grupofolha.com.br

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