Servidores do Samu de SP anunciam paralisação contra mudanças no serviço

Atendimentos serão parcialmente interrompidos, e casos graves não irão ser afetados

São Paulo

Funcionários do Samu da cidade de São Paulo anunciaram paralisação parcial na próxima segunda-feira (1º) para protestar contra mudanças na estrutura do serviço

A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) prevê para o mesmo dia o início do fechamento de 31 contêineres espalhados pela cidade que funcionam de base para as equipes aguardarem as chamadas. A gestão alega necessidade de corte de custos e, garante que a mudança irá aumentar o número de bases. 

Em vez de ter bases próprias, as equipes e ambulâncias vão passar a ser alocadas em unidades de saúde, como postos de saúde, AMAs e hospitais. 

Base do Samu na Barra Funda
Base do Samu na Barra Funda - Danilo Verpa

O efetivo que irá paralisar as atividades ainda não está definido, mas irá atender às exigências mínimas de funcionamento por se tratar de um serviço essencial. Os atendimentos graves não serão afetados, segundo os trabalhadores. 

Sindicatos ligados às categorias que atuam no Samu —servidores municipais, médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem— são contra a mudança porque alegam piora na condição de trabalho e aumento do tempo de atendimento às emergências. 

Uma vez dentro de postos de saúde e hospitais, por exemplo, as equipes do Samu afirmam que terão que dividir, por exemplo, espaço em estacionamento para as ambulâncias, o que atrapalha a movimentação em casos de emergência.

Além disso, as categorias reclamam da estrutura improvisada oferecida aos funcionários do Samu, como espaços que não dispõem de estrutura necessária, como lugar para lavar as ambulâncias após as ocorrências. 

Diante desse cenário, os funcionários preveem aumento do tempo de resposta, que atualmente na capital, é de 30 minutos em casos graves, quando há risco do paciente morrer. Órgãos internacionais de saúde preconizam 12 minutos o tempo máximo para a chegada de socorro nesses casos. 

A secretaria de Saúde informou que a reestruturação do Samu irá reduzir o tempo de atendimento porque o número de bases, espalhadas pela cidade, irá aumentar.

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