Vídeo mostra criminosos atirando e dando machadadas em escola de Suzano

Dez pessoas morreram, incluindo os dois que efetuaram os ataques

Fabrício Lobel
São Paulo

Um vídeo de vigilância interna da escola estadual Professor Raul Brasil mostra o momento que  Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 entram no colégio e iniciam um massacre com uma arma de fogo e uma machadinha. 

Guilherme, que é ex-aluno da escola, entra no colégio às 10h42, durante o horário de intervalo das aulas, quando alunos, professores e funcionários estão circulando pela escola. 

Ele chega com um caderno na mão, mochila nas costas e um boné. Assim que passa pela porta de um saguão de entrada da escola, joga o caderno no chão, fica de costas para um grupo de alunos e professores, tira a arma da cintura e efetua os disparos aparentemente a esmo. 

 

Logo ao primeiro tiro, o vidro da secretaria se estilhaça e todos começam a correr. O jovem continua a efetuar os disparos. A coordenadora pedagógica Marilena Umezu, 59, é atingida pelas costas

O atirador persegue os alunos em fuga numa área mais interna da escola. Segundos depois, chega Luiz Henrique, também com um boné e uma com uma mochila. Ele carregava ainda uma besta, espécie de arma medieval que lança flechas.

Luiz Henrique saca uma machadinha e começa a desferir golpes nos corpos que já estão no chão do saguão. 

Logo em seguida, uma garota foge do interior do colégio, já fugindo de Guilherme. Ela se depara com Luiz Henrique que a agarra e lhe desfere socos. A garota consegue escapar. Nesse instante, um grupo maior de alunos fogem do interior da escola, passando pelos corpos e por Luiz Henrique que pega outra machadinha e desfere golpes em quem fugia. 

Um dos golpes de machadinha atinge o ombro de um dos alunos, de 18 anos. O jovem caminhou 300 metros até o hospital mais próximo com a arma branca cravada em seu ombro

Luiz Henrique avança para o interior da escola e o vídeo deixa de registrar o movimento dos dois. 

Segundo o comandante-geral da PM, Marcelo Vieira Salles, ao que tudo indica, “quando eles [atiradores] viram a Força Tática,  entraram para dentro um corredor e um atirou na cabeça do outro. Depois, esse se suicidou."

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