O governador do Rio, Wilson Witzel, disse nesta quarta (12) que convidou o delegado Giniton Lages, responsável pelas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, para fazer um intercâmbio com a polícia italiana para estudar máfia e movimentos criminosos.
O afastamento de Lages, que é titular da DH (Delegacia de Homicídios) do Rio, chega num momento nevrálgico do caso —a prisão de dois suspeitos de atirar e dirigir o carro usado na emboscada, respectivamente o sargento reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz.
Na terça, o delegado afirmou a jornalistas que as investigações sobre o duplo assassinato, prestes a completar um ano, ainda estão no início.
Segundo Witzel, a temporada de Lages no exterior, se confirmada, vai durar quatro meses. Ele negou que seja estranho tirá-lo do caso a essa altura, porque outros delegados continuarão na investigação, afirmou o governador.
Em 2018, Lages foi acusado pelo miliciano Orlando da Curicica, atualmente preso, de tentar pressioná-lo para confessar a autoria do crime. A intenção seria acobertar os autores reais, o que foi negado à época.
O governador afirmou que o titular da DH teve estafa mental, algo pelo qual ele mesmo, quando era juiz, já passou. Lages dizia que queria tirar férias após o encerramento do caso. Um possível substituto ainda não foi apontado.
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