Câmara de SP quer CPI para apurar notícias contra o Legislativo municipal

Em requerimento, vereador Eduardo Tuma (PSDB) defendeu o fim do que chamou de 'notícias fraudulentas'

Mariana Zylberkan
São Paulo

O presidente da Câmara de São Paulo, o vereador Eduardo Tuma (PSDB), quer instaurar CPI para apurar o que chamou de "atos cibernéticos" e "notícias fraudulentas (fake news)" contra o Legislativo municipal. 

De acordo com texto publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (25), a apuração, que ainda depende de duas votações em plenário para ser iniciada, irá se estender ao "Executivo, administração pública direta e indireta e suas autarquias municipais, estendendo aos seus membros, bem como os respectivos familiares". 

Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tuma (PSDB), quer instaurar CPI para apurar "notícias fraudulentas (fake news)" contra o Legislativo municipal
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tuma (PSDB), quer instaurar CPI para apurar "notícias fraudulentas (fake news)" contra o Legislativo municipal - Eduardo Anizelli/Folhapress

Em nota, a presidência da Câmara negou que a CPI vise censurar os meios de comunicação. "Muito pelo contrário, conferirá credibilidade e veracidade ao serviço jornalístico prestado pelos veículos de imprensa", informou trecho da nota. 

De acordo com o texto publicado no DO nesta quinta, e assinado por Tuma, a instauração da CPI tem o objetivo de "assegurar a liberdade de expressão sem extrapolação e, especialmente a apuração quanto ao seu impacto negativo no município de São Paulo".

A Câmara Municipal de São Paulo tem duas CPIs em andamento e pode instaurar até cinco de forma simultânea. Atualmente, há cerca de 60 propostas de CPI na fila para serem votadas pela Casa. Ainda não há previsão para o início da tramitação da proposta de CPI do vereador Tuma. 

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