Direitos Humanos não avalia auxílio a vítimas de 80 tiros, diz Damares

Ministra afirma que definição sobre pagamento de pensão cabe ao Congresso, e não ao ministério

Bernardo Caram
Brasília

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou à Folha nesta quinta-feira (11) que não está em análise no ministério a possibilidade de prestar assistência ou auxílio financeiro aos familiares do músico morto no Rio de Janeiro depois que seu carro foi alvejado por 80 tiros disparados por militares do Exército.

Evaldo Rosa dos Santos, músico morto em ação do Exército no Rio
Evaldo Rosa dos Santos, músico morto em ação do Exército no Rio - Reprodução/Facebook

Ao afirmar que defende a punição de “quem errou” no episódio, Damares enfatizou que deve haver punição “se houve erro”. De acordo com a ministra, quem tem autonomia para determinar eventual pagamento de pensão é o Congresso, e não o ministério de Direitos Humanos. “Esta semana não foi conversado sobre isso. Uma semana de muito trabalho, a gente não conversou sobre isso”, afirmou.

No último domingo (7), militares do Exército dispararam 80 tiros contra um carro, que levava cinco membros de uma família para um chá de bebê. O músico Evaldo Rosa dos Santos, 46, morreu na hora. “Estamos acompanhando o caso. Se houve erro, terá que ser punido quem errou. Se houve erro”, disse.

O caso levantou grande repercussão. A ministra Damares foi alvo de críticas nas redes sociais logo após o ocorrido por não ter se manifestado sobre o episódio. Na tarde de quarta-feira (10), três dias após a morte do músico, o ministério de Direitos Humanos emitiu nota na qual afirma que acompanha o caso e está à disposição para prestar apoio às outras vítimas e familiares.

O ministério afirma que confia na independência da Justiça Militar para apurar os fatos e tomar as medidas legais necessárias.

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