Eleição na Câmara de Macapá termina em briga generalizada

Tumulto teve início quando um vereador apresentou um documento pedindo a suspensão da sessão

Ribeirão Preto

Uma briga envolvendo vereadores e funcionários da Câmara de Macapá (AP) interrompeu na tarde desta quinta-feira (4) a sessão que definiria a presidência da Casa. Era a segunda tentativa de se definir a mesa diretora do legislativo. 

A sessão na Câmara da capital do Amapá estava sendo presidida pelo vereador Yuri Pelaes (MDB) de forma interina. O tumulto teve início quando outro vereador, Pastor Didio (PRP), apresentou um documento pedindo que a sessão fosse suspensa. 

Em 25 de janeiro, o vereador Ruzivan Pontes (SD) tinha sido eleito para comandar a Casa, mas o pleito foi anulado pelo Tribunal de Justiça no mês passado, sob a alegação de que o prazo para a inscrição de candidaturas era curto. Só a chapa de Pontes concorreu.

Nesta quinta, após Didio solicitar a leitura, Pelaes pediu então que Caetano Bentes (PSC) lesse o documento, mas o vereador se recusou e a discussão começou.

Pelaes pediu que o microfone de Bentes fosse cortado e os dois começaram a trocar empurrões. Com isso, outras pessoas, inclusive funcionários da Câmara, iniciaram a briga generalizada. 

Nas imagens, é possível ver uma pessoa saltar da mesa no meio da briga, que envolveu socos e chutes. Foi necessária a intervenção da Guarda Municipal e de policiais militares. 

Após a confusão, Pelaes suspendeu a votação, que foi retomada depois de uma hora, com Bentes na presidência de forma interina. O tucano Marcelo Dias foi eleito presidente, enquanto Adrianna Ramos (PR) ficou com a vice-presidência para o período 2019-20. Apenas 12 dos 23 vereadores votaram. 

O imbróglio não deve terminar com a eleição, já que há parlamentares, como Pelaes, que afirmam que a votação foi feita de forma ilegal. A Folha não obteve contato com os vereadores nesta quinta.

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