Descrição de chapéu Obituário Rosely Aparecida Figueiredo Prado (1960 - 2019)

Mortes: Trabalhou na Fapesp e cedeu corpo para estudo de doença

Rosely Prado morreu em 25 de março, aos 58 anos, em decorrência de uma doença rara

São Paulo

Rosely sempre foi a mais estudiosa da família. Até gostava de brincar com os dois irmãos quando era criança, mas o verdadeiro hobby era a leitura. Cultivou o hábito até a maioridade e tornou-se pesquisadora da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) logo após se formar assistente social. 

Completaria 40 anos de carreira no órgão de fomento à ciência em 2 de abril. Começou como recepcionista e chegou ao cargo de gerente de importação e exportação em 2005. 

Rosely no mar, em cruzeiro
Rosely Prado morreu em em 25 de março, em São Paulo, aos 58 anos - Reprodução/Arquivo pessoal

A atuação de Rose foi decisiva para tornar a área da fundação responsável pela importação de materiais para estudos uma referência, segundo colegas. Foi ela que ficou encarregada, por exemplo, de trazer dos Estados Unidos para o Brasil o navio Alpha Crucis, em 2012, voltado para pesquisas oceanográficas.
 
Era muito apegada aos três filhos, Renan, Renata e Raíssa. Um ano após Renata sair da casa da mãe, organizou um jantar com a família para marcar a data. 

O cardápio tinha apenas pratos com ingredientes que servem de comida para galinhas, como canjica e creme de milho. Queria reafirmar o quanto gostava de ter os filhos, que a chamavam de mamusca, embaixo da sua asa. 

Rosely se diverte em festa
Rosely Prado morreu em em 25 de março, em São Paulo, aos 58 anos - Reprodução/Arquivo pessoal

Todos os anos, planejava uma viagem de aniversário, em junho, sozinha. O destino podia ser desde a casa de praia em Praia Grande até a Europa. 

A viagem deste ano não acontecerá. Morreu em 25 de março, em São Paulo, aos 58 anos, em decorrência de uma amiloidose, uma doença rara causada pelo acúmulo anormal de proteínas em órgãos como o coração e os rins. 

No velório, que reuniu mais de cem pessoas, o caixão ficou fechado. Dizia que a última lembrança dela deveria ser feliz. 

O corpo, antes de ser cremado, foi cedido para estudos sobre a amiloidose, um desejo da pesquisadora.


coluna.obituario@grupofolha.com.br

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