Presos asfixiavam vítimas conforme avanço da PM, diz secretário de prisões do AM

Número de mortos poderia ter sido maior se polícia não retirasse presos de celas, diz titular

Monica Prestes
Manaus

Presos começaram a matar colegas de cela por asfixia conforme notaram a presença de policiais dentro das celas tentando transferir possíveis vítimas nesta segunda-feira (27) em Manaus. A afirmação é do  secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, Vinicius Almeida. 

“Detectamos através da inteligência que estava se preparando mais uma ação dentro da cadeia para cometer mais crimes", afirmou Almeida, em nota. "Todas as cadeias estavam trancadas e a ação imediata foi deslocar a tropa de choque em todas as celas. Começamos no CDP e depois nos demais presídios. Enquanto a tropa avançava, eles matavam as pessoas por mata leão, dentro das celas."

Almeida afirmou que o número de mortos poderia ser maior do que os 40 desta segunda. Em nota à imprensa, o secretário não informou em qual dos quatro presídios com mortes nesta segunda ocorreu a cena. Além dos 40, outros 15 presos morreram em motim no domingo (26).

Segundo o secretário, o número de mortos poderia ter sido maior se os policiais não tivessem tomado a iniciativa no início da tarde desta segunda de retirar de algumas celas presos potencialmente com ameaça de vida.

“Atuamos preventivamente para retirar as pessoas que poderiam ser vitimadas e o fizemos ao longo de todo o dia. O monitoramento da situação do sistema prisional continua sendo feito, com reforço policial nas áreas externas de todo o sistema. As mortes registradas foram por asfixia, e uma pequena parte por uso de estoques”, disse Almeida, em nota.

Durante a ação dos militares no CDPM1, uma das unidades com rebelião, dois detentos reagiram e tentaram fazer de reféns agentes de ressocialização, mas foram baleados e encaminhados para hospitais. 

Ainda segundo o secretário, os possíveis líderes já foram identificados e as mortes foram motivadas por um racha entre presos que integravam a facção criminosa FDN. Todas as visitas em unidades prisionais do Amazonas serão suspensas por 30 dias.

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