Na casa ficou um vazio, dizem amigos em velório de família morta no Chile

Cerca de 300 pessoas na Grande Florianópolis velaram os corpos dos seis brasileiros que morreram intoxicados

Velório da família de brasileiros mortos por intoxicação no Chile - Eduardo Valente/FramePhoto/Folhapress
Vanessa da Rocha
Biguaçu (SC)

O ginásio de uma universidade em Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi reservado para o velório nesta terça-feira (4) dos corpos dos seis brasileiros que morreram intoxicados em um apartamento em Santiago, no Chile, no fim de maio.

Cerca de 300 pessoas participaram do velório no ginásio da Univali (Universidade do Vale do Itajaí). Na cidade moravam quatro integrantes da família. Os corpos foram desembarcados no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, na noite de segunda (3) e seguiram para a cidade vizinha.

Na tragédia morreram o casal Fabiano de Souza, 41, e Débora Muniz, 38; os filhos Karoliny Nascimento de Souza, 14, e Felipe Nascimento de Souza, 13; e os tios dos adolescentes que moravam em Hortolândia, no interior paulista, Jonathas Kruger Muniz, 30, que era padrinho de Karoliny, e Adriane Padilha Kruger, mulher de Jonathas.

Da esq. p/ a dir: Felipe, Débora, Fabiano e Karoliny, que morreram após vazamento de gás no Chile - Reprodução/Facebook

Eles viajavam para comemorar o aniversário de Karoliny, que recebeu a viagem da família como presente de 15 anos, idade que iria completar dois dias depois das mortes.

Poucos familiares quiseram comentar a tragédia. José Luiz de Faria, 65, tio de Débora e Jonathas, lamentou as mortes —já havia perdido recentemente a mulher e a cunhada por doença. "A pior parte é quando anoitece. É muita tristeza o que aconteceu. Isso não tem explicação, é muito doido", disse.

Vizinha da casa do casal com os dois filhos, Dalquíria Almeida Armindo, 60, conta que a família era querida no bairro. "Na casa ficou um vazio", contou. "Aquela mãe [Débora] era uma guerreira. Ela abraçava tudo e todos. Eles eram muito unidos. Eram anjos e agora Deus tem uma outra missão pra eles."

Algumas pessoas passaram mal e precisaram de atendimento médico, como o pai de Fabiano. Diversas pessoas vestiram camisetas com a mensagem "bem aventurados aqueles que choram, pois serão consolados". Na estampa, fotos da família unida com os três sobrenomes "Kruger, Muniz e Souza", iniciativa que fez parte da mobilização feita na cidade para velar os corpos.

À tarde, os corpos serão levados para o enterro no Cemitério São Miguel, na cidade.

0
O casal Adriane Padilha Kruger e Jonathas Muniz durante a viagem, em foto postada nas redes sociais - Reprodução/Facebook
Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.