Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Na Marcha por Jesus, Bolsonaro volta a defender decretos de armas

Presidente diz que buscará apoio de parlamentares para derrubar veto do Senado

Joelmir Tavares
São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou na tarde desta quinta-feira (19), na Marcha por Jesus,  na zona norte de São Paulo, que buscará apoio para fazer valer as novas regras para armas. E que, assim como é procurado por parlamentares que querem ver suas demandas atendidas, vai atrás de deputados e senadores defender seu projeto.

Por 47 votos a 28, o plenário do Senado decidiu na terça-feira (18) derrubar os decretos de Bolsonaro (PSL) que flexibilizam o porte e a posse de armas no Brasil.

“Vou agora entrar em contato com os homens do campo”, prosseguiu. “A bandidagem tá muito bem armada por aí.”

A decisão do Senado ainda tem que passar pela Câmara, e os decretos valem até que a Casa vote. O tema deverá tramitar em regime de urgência, indo direto para o plenário. Não há, porém, prazo para a votação.

Se o texto também for derrotado pelos deputados, o governo cogita recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) por entender que o PDL (projeto de decreto legislativo), votado nesta terça para sustar os decretos, é inconstitucional por interferir no mérito da norma editada pelo Executivo.

Questionado sobre o que faria se fosse derrotado, Bolsonaro respondeu na terça: "Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô".

Bolsonaro aproveitou para defender também outras inciativas polêmicas de seu governo. Ele voltou a exaltar iniciativas de seu governo para acabar com o que chamou de indústria de multas do Ibama.

“Como estamos tirando das costas de vocês a multagem eletrônica. Quem tem prazer em dirigir no Brasil? É multa em cima de multa”, afirmou, em referência ao projeto que flexibiliza normas de trânsito.

Recebido aos gritos de “mito” na Marcha por Jesus, com escassas vaias, ele conclamou a população de pé a ser o “ponto de inflexão para o Brasil ser um dia colocado no lugar de destaque que merece”, depois de dizer ser de comum conhecimento que o país “tem um problema seríssimo de moral, ética e economia”.  

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