Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

'Sargento era uma mula qualificada', diz Mourão sobre militar preso com cocaína na Espanha

Segundo presidente interino, homem integraria comissão de bordo de voo de retorno de Bolsonaro ao Brasil

Gustavo Uribe
Brasília

O presidente interino, Hamilton Mourão, qualificou nesta quarta-feira (26) como uma "mula qualificada" o segundo sargento da Aeronáutica que fazia parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro e que foi detido com cocaína em Sevilha, na Espanha.

Avião da FAB usado por comitiva presidencial - hiveminer.com

Segundo o general, o militar era taifeiro e atuaria no serviço de copa da aeronave presidencial quando Bolsonaro fizesse uma escala na Espanha ao retornar do Japão ao Brasil, após participar da cúpula do G-20. O avião de apoio que transportou o militar aguardaria a escala do presidente, programada para o final de semana (horas depois, no entanto, Mourão recuou da declaração de que o sargento voltaria ao Brasil no mesmo voo do presidente).

"É óbvio que, pela quantidade de droga que o cara tava levando, ele não comprou na esquina e levou, né? Ele estava trabalhando como mula. Uma mula qualificada, vamos colocar assim", disse.

O presidente interino ressaltou que as Forças Armadas não estão imunes ao tráfico de drogas e que o militar preso receberá uma "punição bem pesada". Segundo ele,  não é a primeira vez um militar é detido carregando entorpecentes.

"As Forças Armadas não estão imunes a esse flagelo da droga. Isso não é a primeira vez que acontece, seja na Marinha, seja no Exército, seja na Força Aérea. Agora, a legislação vai cumprir o seu papel e esse elemento vai ser julgado por tráfico internacional de drogas e vai ter uma punição bem pesada", disse.

Segundo Mourão, o problema de consumo de drogas entre jovens militares é uma "preocupação constante", o que leva as Forças Armadas a fazer um trabalho de conscientização. 

"Agora, o mais importante é ver as conexões que ele [militar] poderia ter, porque uma atitude dessa natureza não brotou da cabeça dele. Com certeza existem conexões nisso aí", ressaltou. 

O ministro da Justiça Sergio Moro, por sua vez, afirmou em rede social que o militar é "uma ínfima exceção em corporação (FAB) que prima pela honra". Moro disse ainda que não vão "medir esforços" para investigar e punir o crime.

O militar foi detido na terça-feira (25) em Sevilha carregando 39 kg de cocaína na mala. Procurada pela Folha, a Presidência da República não respondeu o motivo de ter havido falha na segurança presidencial.

 
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