Descrição de chapéu Obituário Haroldo Martins e Silva (1952 - 2019)

Mortes: Médico, dedicou a vida para ajudar os mais pobres

Haroldo Martins e Silva também foi deputado estadual do Pará por cinco mandatos

Patrícia Pasquini
São Paulo

Um homem bondoso, simples, dedicado, disciplinado, que viveu para ajudar o próximo. Eis o maior legado deixado pelo médico e ex-deputado do Pará pelo MDB, Haroldo Martins e Silva.

Ginecologista e obstetra, por um período conciliou a vida política com a de médico num hospital privado em Belém, onde sempre cuidou daqueles que não tinham dinheiro para pagar pela consulta. Na política, teve dois mandatos de vereador na capital paraense e cinco na Assembleia Legislativa do Estado.

O ex-deputado do Pará, Haroldo Martins e Silva
O ex-deputado do Pará, Haroldo Martins e Silva - Divulgação

“Meu pai nunca gostou de holofotes, não ostentou roupas de marcas e nem viajou para fora do país. Gostava de tudo simples. Religioso, frequentava missa na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré”, conta o filho mais novo, o também médico Haroldo Martins e Silva Júnior, 28.

Os poucos momentos de folga eram embalados por músicas de Amado Batista e Roberto Carlos. “Ele tinha todos os CD’s e LP’s do Roberto Carlos e foi a todos os shows que o cantor fez em Belém.”
Trabalhou como bancário e balconista de bar. Chegou a cursar direito, mas largou a faculdade no final do último ano, porque a medicina era a dona de seu coração. 

Conheceu Maria Augusta, grande amor de sua vida, quando atua va como bancário. “Ele era funcionário concursado do Banco do Estado do Pará e só conseguiria estudar no período integral na faculdade de medicina se trabalhasse durante a noite. Então, fez concurso interno para o setor de compensação. Meu pai foi o único na história do banco a tirar 9,9 na prova e a então gerente [que se tornaria a futura esposa] ficou curiosa para conhecer o rapaz da nota 10”, diz o filho do casal. O casamento durou 36 anos. 

Haroldo Martins e Silva morreu dia 6 de agosto, por complicações renais e de uma pneumonia. Ele deixou a mulher e os dois filhos.


coluna.obituário@grupofolha.com.br

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