São Paulo tem tarde mais quente do inverno neste sábado

Após termômetros registrarem média de 32,1ºC, aproximação de frente fria derruba temperatura

São Paulo

Após a capital paulista anotar a tarde mais quente do inverno neste sábado (31), com média de 32,1ºC, a aproximação de uma nova frente fria muda o tempo na cidade. O dia ensolarado vai dar lugar a rajadas de vento, nebulosidade, chuvas isoladas e temperaturas mais baixas.

De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), órgão da prefeitura, na estação de Jaçanã/Tremembé, na zona norte, os termômetros ficaram ainda mais altos, marcando 33,3ºC.

Setembro começa com previsão de chuva em vários momentos do dia no Vale do Ribeira e no oeste do estado. Os ventos podem chegar a 60km/h, por causa de um sistema de baixa pressão associado a uma frente fria do mar.

O sol ainda aparece no domingo (1º), mas entre nuvens. As mínimas oscilam em torno dos 16°C, enquanto as máximas podem superar os 26°C.

Já na segunda-feira (2), as chuvas isoladas vão se alternar com períodos de nebulosidade no decorrer do dia. Os termômetros variam entre mínimas de 14ºC e máximas que não devem superar os 23ºC.

Os chuviscos devem melhorar a qualidade do ar e elevar os índices de umidade na Grande São Paulo.

O clima gangorra é comum em agosto. A grande amplitude térmica se dá em função de bloqueios atmosféricos que resultam na falta de chuva e consequente elevação das temperaturas ao longo dos dias.

Até então, a maior máxima do inverno este ano havia ocorrido no dia 12 de agosto, quando a média na cidade ficou em 30,3°C. A tarde mais fria do ano também foi neste mês, no dia 4, quando os termômetros marcaram só 11,7ºC.

A estação, que começou no dia 21 de junho e termina em 23 de setembro, é comumente um período seco em São Paulo. 

Este ano, no entanto, a quantidade de chuva ficou 91% abaixo da média climatológica mensal. 

A média de precipitação para agosto é de 36 mm na capital. O mês se encerra neste sábado com volume total acumulado de 3,3 mm, de acordo com dados do Mirante de Santana do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). 

Isso ocorreu porque as massas de ar frio que chegaram à cidade, provocando quedas de temperatura, não formaram áreas de instabilidade suficientes para provocar aumento das chuvas, devido à baixa umidade.

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Onda de frio em SP
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