MTST realiza ato em SP contra cortes no Minha Casa Minha Vida

Orçamento do programa habitacional caiu de R$ 4,6 bi para R$ 2,7 bi para 2020

Júlia Zaremba
São Paulo

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) realizou um ato nesta terça-feira (17) no prédio do Ministério da Economia, em São Paulo, contra os cortes de verbas no programa Minha Casa Minha Vida.

"Hoje o MTST está nas ruas para dar um alerta: o ajuste fiscal promovido por Paulo Guedes e Bolsonaro vai levar a uma emergência social e transformar as cidades brasileiras em barris de pólvora”, escreveu o movimento em nota.

Em projeto de Orçamento, o governo Jair Bolsonaro (PSL) propôs uma redução na verba destinada aos programas sociais. O Minha Casa Minha Vida sofreu o corte mais severo. A previsão para o programa habitacional caiu de R$ 4,6 bilhões, em 2019, para R$ 2,7 bilhões na projeção do próximo ano. O menor orçamento desde que foi lançado, há dez anos. 

No início do mês, em meio a atrasos em repasses, o governo liberou R$ 600 milhões para destravar obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Destes, R$ 443 milhões foram destinados ao programa. 

 

Na ocasião, a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) afirmou que as dívidas superavam os R$ 500 milhões. “O valor liberado é insuficiente para a retomada de obras paradas e contratação de novas”, diz Natalia Szermeta, 31, da coordenação nacional do MTST em São Paulo. “Além da liberação, queremos um aumento nos recursos destinados à moradia. Vivemos uma crise brutal. É fundamental que o governo tenha um projeto de investimentos em moradia popular. Mas anda na contramão.”

O grupo começou a se reunir por volta das 14h no Largo de São Bento, no centro da capital paulista, e seguiu até a superintendência do antigo Ministério da Fazenda, a cerca de 1 km de distância. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Bolsonaro e a favor de moradias populares. Enquanto uma parte do grupo entrou, outra ficou na porta. Os organizadores estimam a presença de 3.000 pessoas. 

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