Sarampo provoca mais duas mortes na cidade de São Paulo

Os novos casos são de um bebê de 26 dias e uma mulher de 31 anos que não tomou a vacina

São Paulo

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou mais duas mortes por sarampo. Os novos casos —um bebê de 26 dias e uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação—  são da capital paulista.

O número de mortes por sarampo no estado chega a cinco. No dia 28 de agosto, a pasta havia confirmado o óbito de um homem de 42 anos —também sem histórico de vacinação— e dois dias depois a de dois bebês: uma menina de quatro meses, de Osasco (Grande SP), e um menino de nove meses, que morava na capital paulista. Também houve uma morte por sarampo em Pernambuco.

Até o momento, há 5.139 casos confirmados no estado. Destes, 56,3% se concentram na capital, com 2.897 registros, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (25).

 

No estado, houve um aumento de 19,53% em relação à semana anterior, quando houve 4.299 notificações da doença. No mesmo período, na cidade de São Paulo, o número de casos subiu 20,85%.

A única forma de prevenir a doença é a vacinação. Bebês entre seis e 11 meses e 29 dias devem ser imunizados. Esta dose não substitui as preconizadas no calendário nacional de vacinação, portanto, esta faixa etária também precisa tomar a vacina aos 12 e 15 meses de idade. Este público é considerado mais vulnerável a casos graves e óbitos.

Pessoas de 1 a 29 anos de idade devem ter duas doses comprovadas da imunização, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Quem tem entre 30 a 59 anos precisa receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral (o Ministério da Saúde faz essa mesma recomendação para pessoas de até 49 anos).

As unidades ficam abertas de segunda a sexta, das 7h às 19h, e algumas funcionam aos sábados, no mesmo horário. A relação pode ser encontrada no site www.prefeitura.sp.gov.br/covisa.

A recomendação para as mães de crianças com idade inferior a seis meses é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença (manchas vermelhas pelo corpo, febre, corisa, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal).

Não devem se vacinar contra o sarampo imunodeprimidos, quem toma corticoide em doses altas ou por tempo prolongado, transplantados, pessoas com HIV com imunidade muito baixa e grávidas.

As mulheres devem aguardar 30 dias para engravidar, porque na vacina tríplice viral está o vírus atenuado da rubéola, que cruza a placenta e pode provocar má-formação fetal. 

Quem já teve reação anafilática (alergia grave) a doses anteriores não deve ser vacinado nem em ações de bloqueio. O ideal nesses casos é consultar o médico.

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