Estado de São Paulo registra mais quatro mortes por sarampo

Número de casos confirmados da doença chega a 6.387

Patrícia Pasquini
São Paulo

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou mais quatro mortes por sarampo no estado de São Paulo. No total, nove pessoas morreram em decorrência da doença no estado.

Os novos casos são de uma bebê de 11 meses da capital paulista e de três adultos: uma moradora de Itanhaém (106 km de SP) de 46 anos e que tinha condições de risco, uma de Francisco Morato de 59 anos e um homem de 25 anos residente em Osasco (ambos na Grande SP). Dos quatro mortos, três não tinham histórico de vacinação. 

No início de setembro, foi confirmada a morte de uma criança menor de um ano em Pernambuco. 

No final de agosto foram confirmadas três vítimas, sendo um homem de 42 anos, da capital, sem histórico de imunização contra a doença, e dois bebês —uma menina de quatro meses, de Osasco; e um menino de nove meses, também da cidade de São Paulo. Na última semana de setembro, foram notificados outros dois óbitos na capital: uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação e um bebê de 26 dias.

Por considerar que o vírus já circula em todo o território paulista, a confirmação de casos será feita laboratorialmente e com base no critério clínico-epidemiológico, ou seja, através dos sintomas e da avaliação médica, conforme preconizado pelo Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde.

Segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, o estado tem 6.387 notificações de sarampo. Destas, 5.411 foram confirmadas laboratorialmente. A capital paulista soma 58,86% do total, o equivalente a 3.760. 

A vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) é a única forma de prevenir a doença.

O Ministério da Saúde realizará uma campanha de vacinação contra o sarampo, em duas etapas. A primeira terá início na próxima segunda-feira (7). Até o dia 25 de outubro, as doses estarão disponíveis para crianças de entre seis meses e quatro anos, 11 meses e 29 dias. O dia D, para conscientizar sobre a importância da vacina será no sábado (19).

A segunda etapa —de 18 a 30 de novembro— contemplará a população de 20 a 29 anos, com Dia D em 30 de novembro.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela.

Os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

A vacina é contraindicada para bebês com menos de seis meses. Para proteger as crianças dessa idade, os pais devem evitar que elas frequentem aglomerações e manter higienização e ventilação adequadas.

Funcionários das salas de vacinação deverão fazer a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina (presente no leite de vaca), para que recebam a dose feita sem o componente.

Não devem se vacinar contra o sarampo imunodeprimidos, quem toma corticoide em dose alta ou por tempo prolongado, transplantados, pessoas com HIV com imunidade muito baixa e grávidas.

As mulheres devem aguardar 30 dias para engravidar após serem imunizadas, porque na vacina tríplice viral está o vírus atenuado da rubéola, que cruza a placenta e pode provocar má-formação fetal. 

Quem já teve reação anafilática (alergia grave) a doses anteriores não deve ser vacinado nem em ações de bloqueio. O ideal nesses casos é consultar o médico.

Diante de qualquer sintoma da doença —manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal— é necessário procurar um serviço de saúde. 

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